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fumo e amamentação

Um tema "novo" começa a aparecer em muitos artigos sobre tabagismo, e infelizmente pode por abaixo anos de muito trabalho envolvendo o aleitamento materno.

 

O tema é o chamado 3rd hand smoke (sem tradução decente para a língua portuguesa, embora alguns sites como o INCA o traduzam como "Fumo de terceira mão").

 

Sem tirar o mérito da boa vontade da instituição no sentido de usar mais um argumento (embora questionável) para evitar o fumo na presença de crianças, não podemos deixar de alertar para o perigo que este conceito pode representar para as mulheres fumantes em fase de aleitamento e para seus bebês.

 

Muitas mães que não conseguem parar (e isto é uma realidade que não pode ser ignorada) começam a ter dúvidas sobre o que seria melhor para os bebês, o aleitamento materno feito por uma mãe fumante pode prejudicar seu filho? Seria melhor optar por produtos industrializados?

 

Segundo este artigo (em inglês), cujo entrevistado é o próprio médico que praticamente inventou a mais nova acusação envolvendo o tabagismo, com todos os "perigos" desta forma de "contaminação", a mãe fumante não deve substituir o aleitamento materno pela mamadeira.

 

Não deixe que a irresponsabilidade de profissionais/instituições que objetivam "extinguir o tabagismo a qualquer custo" cometam este crime com você e seu filho (mesmo que você seja fumante). Lembre-se no entanto que a nicotina pode diminuir a produção de leite e alterar o seu sabor. O ideal é não fumar ou diminuir ao máximo o consumo, deixando para fumar após amamentar e não menos que 1h30 antes de dar de mamar.

 

Vantagens da amamentação

Fonte: Nutriweb - A importância da amamentação

 

O leite materno, contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida:

  • Tem água em quantidade suficiente;
  • mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água !
  • Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança; Vitaminas em quantidades suficientes.
  • Não há necessidade de suplementos vitamínicos;
  • Embora não possua grande quantidade de ferro, este é bem absorvido no intestino da criança;
  • Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;
  • É de fácil digestibilidade, sendo portanto mais facilmente absorvido pelo bebê o qual mama com maior frequência do que aquele que toma mamadeira.

 

Mais:

  • De uma forma geral, as crianças que mamam no peito são mais inteligentes.
  • Aumenta o laço afetivo mãe-filho, fazendo o bebê sentir-se amado e seguro: crianças que mamam no peito tendem a ser mais tranquilas e mais fáceis de socializar-se durante a infância.
  • Facilita a liberação de mecônio (as primeiras fezes do bebê), diminuindo o risco de icterícia e protegendo contra obstipação (prisão de ventre).
  • O leite materno promove o crescimento no intestino da criança de microrganismos (lactobacillus) que fermentam o açúcar do leite (lactose) tornando as fezes mais freqüentes e menos consistentes, pricipalmente nas duas primeiras semanas de vida. Estes microrganismos impedem que outras bactérias se instalem e causem diarréia.
  • Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor.
  • Crianças que tomam mamadeira têm maior risco de obesidade na vida adulta.
  • O leite materno protege o bebê de infecções (especialmente diarréias e pneumonias);
  • Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. Portanto, crianças que mamam no peito tem risco 11 vezes menor de morrer por diarréia, 4 vezes menor de morrer por pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais.
  • Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios, como o bom desenvolvimento da fala.
  • O leite materno protege a criança contra alergias.

 

Vantagens para a mãe

  • Diminui o tempo de sangramento pós-parto e faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal : Quando a criança suga, a hipófise posterior da mãe é estimulada a produzir um hormônio (ocitocina) que contrai o útero diminuindo o sangramento e favorecendo que o útero volte mais rapidamente ao volume normal.
  • Ajuda a mãe a voltar mais rápido ao peso pré-gestacional : Durante o último trimestre da gestação a mulher acumula energia sob a forma de gordura para cobrir os gastos calóricos com a amamentação. E, calcula-se que a mulher que amamenta exclusivamente gasta 704 Kcal/dia. Portanto, a amamentação ajuda a mãe a voltar mais rápido ao seu peso pré-gestacional uma vez que gasta as Kcalorias acumuladas.
  • É um método natural de planejamento familiar (evite novas gestações) : O aleitamento materno exclusivo em sistema de livre demanda (inclusive durante a noite), nos seis primeiros meses após o parto, desde que não surja menstruação, é um bom método de planejamento familiar, com falha estimada inferior a 1,8%.
  • Pode reduzir a chance de câncer de ovário e de mama : Estudos de populações demonstraram que mulheres que amamentaram com maior freqüência e por mais tempo, tiveram menor risco de câncer de ovário e de mama.
  • É mais fácil e prático para a mãe : Está sempre pronto e na temperatura certa. Não se erra no preparo e nem há risco de contaminação. Não necessita de utilização de recursos domésticos para sua aquisição.
  • Aumenta o vínculo afetivo mãe-filho: Estudos tem demonstrado que o contato do bebê com peito e o estímulo da amamentação na primeira hora após o parto, favorece o êxito da amamentação, prolongando o seu tempo e diminuindo o risco de abandono de crianças.

 

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.