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notícias&artigos - 2011
e agora? o que fazer com o polônio-210?

A matéria saiu quase como uma notinha de rodapé no jornal O Estado de São Paulo. Mas foi colocada no Facebook pela página do jornal e gerou grande polêmica e inúmeras respostas de internautas. Vai render muito, ainda, pela imprensa marrom e pela Indústria Antifumo.

 

A indústria tabagística teria escondido não apenas a presença de polônio-210, o mesmo elemento que teria matado, em doses muito maiores, o espião russo Alexander Litvinenko em 2006, mas que este elemento também estaria presente na fumaça de tabaco. O estudo foi publicado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles: Cigarette Smoke Radioactivity and Lung Cancer Risk.

 

A presença do elemento nas folhas de tabaco (e em todas as folhas de vegetais que tem a característica de possuir folhas grandes) é conhecida há bastante tempo. A divulgação deste fato se deu especialmete após a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko em 2006, envenenado polônio-210 num hotel em Londres.

 

Entre vários estudos publicados na época, "Waking a Sleeping Giant The Tobacco Industry's Response to the Polonium 210 Issue" estima que o organismo de fumantes contém o dobro de polônio-210 que o organismo de não fumantes.

 

O estudo da UCLA, divulgado pelo jornal, diz que a única forma de retirar o polônio-210 das folhas de tabaco seria lavá-as com ácido, mas que isso foi evitado porque ioniza a nicotina diminuindo a eficácia de absorção da mesma pelo cérebro dos fumantes, privando-os da sensação causada pela nicotina. A conclusão é que "a evidência de que a radioatividade da fumaça representa riscos de câncer de pulmão é suficiente para garantir sua remoção."

 

Vamos então às questões práticas:

1) Se lavar o tabaco retira o que o fumante procura na nicotina, ninguém mais vai fumar e os fabricantes vão fechar as portas.

2) Se lavar o tabaco retira o que o fumante procura na nicotina, os ADESIVOS não vão mais funcionar.

 

É isso? A idéia é peitar a Indústria Tabagística E a Indústria Farmacêutica? Vamos esperar para ver.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

a matéria original


 

Indústria do tabaco escondeu risco de câncer

LOS ANGELES - O Estado de S.Paulo

 

Estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles que analisou documentos inéditos da indústria tabagista afirma que as companhias de cigarro sabiam desde os anos 1960 que a fumaça do produto era radiativa e potencialmente carcinogênica, mas esconderam essa informação. A substância perigosa em questão é o polônio-210. A pesquisa, publicada na revista Nicotine & Tobacco Research, defende que a vigilância sanitária dos Estados Unidos torne prioritária a remoção de partículas radiativas dos produtos de tabaco.

 

 

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