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notícias&artigos 2012
adesivos e chicletes funcionam?

9/01/2012

 

"Fumantes com alto nível de dependência que recorreram à reposição de nicotina sem o apoio de uma terapia profissional se mostraram duas vezes mais propensos a ter recaídas do que aqueles que não a utilizaram."

 

Mesmo assim, os produtos são comercializados livremente em farmácias, sem receita, e a publicidade "rola solta" na mídia. Enquanto isso, os chamados cigarros eletrônicos, que um estudo recente mostra serem bastante eficazes, foram proibidos no Brasil e são criticados por todos da Indústria Antifumo.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

a matéria original:



Adesivo e goma de mascar não evitam recaída entre ex-fumantes

Folha de São Paulo - 09/01/2012 - "FRANCE PRESS"

 

Um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard indica que gomas de mascar, adesivos e sprays nasais não ajudam a combater o tabagismo a longo prazo.

 

A pesquisa que envolveu 787 adultos do Estado de Massachusetts mostrou que as recaídas ocorreram tanto no grupo dos que fizeram a terapia de reposição de nicotina, que recorrem a esses produtos mencionados antes, quanto no que parou de fumar sozinho.

 

Outro dado: fumantes com alto nível de dependência que recorreram à reposição de nicotina sem o apoio de uma terapia profissional se mostraram duas vezes mais propensos a ter recaídas do que aqueles que não a utilizaram.

 

Curiosamente, foi idêntica a recaída nos dois grupos analisados entre 2001-2002, 2003-2004 e 2005-2006: um terço voltou a fumar.

 

O estudo publicado jornal "Tobacco Control" sugere que os fumantes altamente dependentes do cigarro veem a terapia da reposição como uma "pílula mágica".

 

A popularidade da terapia de reposição de nicotina teve início com o lançamento da primeira goma de mascar em 1984, segundo o artigo. Na época, todos os produtos de reposição de nicotina formavam um mercado avaliado em US$ 45 milhões somente nos EUA.

 

Desde que foram aprovadas as vendas sem receita desses artigos, em 1996, a indústria saltou para US$ 800 milhões ao ano. Além disso, as vendas de medicamentos prescritos para parar de fumar equivaleram a US$ 841 milhões em 2007.

 

"Este estudo demonstra a necessidade de a FDA [sigla em inglês de Food and Drug Administration, a agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA] aprovar apenas medicamentos que tenham sua eficácia comprovada em auxiliar os fumantes a longo prazo e em reduzir a nicotina a fim de diminuir a propensão à dependência causada pelo cigarro", afirmou o coautor do estudo, Gregory Connolly, diretor do Centro para Controle Global do Tabaco, que também é da Harvard.

 

As taxas de tabagismo nos EUA se equilibraram em 20% da população nos últimos cinco anos, após um período contínuo de queda.

 

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