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notícias&artigos - 2011
leis não causam diminuição na taxa de infartos em 6 estados americanos

14/09/2001

 

Estudo publicado recentemente (agosto de 2011), "Acute Myocardial Infarction Mortality Before and After State-wide Smoking Bans (PDF)" - Brad Rodu, Nicholas Peiper and Philip Cole - conclui que taxa de mortalidade por ataques cardíacos não cai depois de um ano de implementação de ambientes livre de fumo em 6 estados dos EUA.

 

O período examinado é de 1995 a 2003. Os autores examinaram as taxas 3 anos antes da implementação das leis e durante o primeiro ano subsequente. Os resultados também são comparados àqueles aos outros 44 estados que não implantaram as leis antifumo.

 

Segundo os autores, os resultados são consistentes com uma outra publicação de novembro de 2010, "Changes in U.S. Hospitalization and Mortality Rates Following Smoking Bans - PDF", Kanaka D. Shetty Thomas DeLeire Chapin White Jayanta Bhattacharya.

 

OBS.:

Todos os estudos usados para embasar proibições de fumo em ambiente fechado consideraram efeitos a curto prazo, e estes novos estudos não são diferentes. Não existem dados suficientes para estudos a longo prazo.

 

Resultados

 

Em 4 dos 6 estados estudados (California, Utah, Delaware e Dakota do Sul) não houve declínio significativo imediato na taxa mortalidade por ataque cardíaco. Em um dos estados, Dakota do Sul, a taxa aumentou em 8,9%, muito diferente da queda esperada de 7,2%.

 

Em dois estados - Flórida e Nova Iorque - as quedas no primeiro ano foram significativamente maiores do que nos anos anteriores. No entanto, estas quedas não foram estatisticamente significativas se comparadas às quedas no mesmo ano observadas nos outros 44 estados. Especificamente, no ano de 2004 (implantação das restrições) a da Flórida caiu 8,8% e de Nova Iorque 12%. Em âmbito nacional a taxa caiu 9,8%, valor sem diferença estatisticamente significativa daquela observada nestes 2 estados.

 

A publicação conclui: "A maior descoberta deste estudo é que leis de ambientes livres de fumaça em nível estadual resultaram em pouco ou não mensurável efeito imediato nas taxas de infarto agudo do miocárdio (IAM)."

 

"Leis de ambiente livres de fumo podem ajudar a saúde pública a oferecer a não fumantes ambientes livres de poluentes irritantes e potencialmente maléficos. No entanto, este estudo Não apresenta evidências de que estas restrições resultem em imediata redução de infarto agudo do miocárdio na magnitude afirmada por estudos baseados em ocorrências com números muito pequenos".

 

Selecionando pela conveniência

 

O estudo vem se somar a uma crescente literatura sugerindo que em pesquisas sistemáticas em múltiplos estados ou grandes grupos populacionais, não há efeitos imediatos mensuráveis sobre ataques cardíacos após à implantação de ambientes livres de fumo. Todos os estudos que mostraram uma queda dramática nestes índices foram realizados em pequenas comunidades, com amostragem muito pequena. Os grandes estudos conduzidos em estados inteiros ou países - e os estudos sistemáticos que examinaram múltiplas comunidades ou estados, geralmente não conseguiram encontrar resultados significativos.

 

Enquanto em poucos e pequenos municípios como Helena (Montana) e Pueblo (Colorado) observaram-se quedas significativas nas taxas de infarto agudo do miocárdio após implementação das leis, estudos que analisaram múltiplos municípios e populações maiores (incluindo análise de dados em nível nacional) não encontraram nada.

 

Os estudos acabam sendo escolhidos para se encaixar na história que se deseja contar, como foi o caso do Relatório de 2009 da Academia Nacional de Ciências, publicado pelo Instituto de Medicina. Usando exceções como estes pequenos municípios, o relatório defende a noção biologicamente implausível de que ambientes livres de fumaça tiveram impacto imediato nas taxas de ataques cardíacos após um ou dois anos, mesmo tendo acesso aos outros estudos na época da publicação.

 

 

 

Fonte:

Dr. Michael Siegel

Whiley Online Library

The Heartland Institute