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querem proibir cigarros mentolados mas liberam bebidas nos estádios

07/02/2012

85% das mortes por consumo de drogas lícitas e ilícitas neste país são por consumo de álcool. 11% são por consumo de tabaco. Esta foi a estatística divulgada por uma matéria no jornal "O Estado de São Paulo"

 

Mesmo com uma estatística estarrecedora como esta, a cruzada pró saúde no Brasil luta com unhas e dentes para retirar do mercado os cigarros mentolados, consumidos por cerca de 30% dos fumantes. E nenhuma preocupação com as crianças e esposas que convivem com alcoólatras, com a violência e mortes no trânsito, sem contar com a quantidade de pessoas que morrem devido ao consumo...

 

Recentemente foi liberado o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. Pressão da FIFA para a Copa 2012? Não, pois o consumo foi liberado PERMANENTEMENTE. Em jogos, shows, etc.

 

O que difere posturas tão díspares com relação a quem bebe e quem fuma? Porque tanta tolerância com um e tão pouca com o outro?

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

a matéria original:



Anvisa finaliza proposta contra menta no fumo

ESTADÃO - 05/02/2012 - Lígia Formenti

 

Brasília

Está pronta a nova versão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de aditivos como canela, menta e cravo nos cigarros brasileiros. O texto, que será distribuído nesta segunda aos diretores para análise, embora mantenha o veto à adição de produtos ao tabaco, abre exceção para o açúcar. A substância poderá ser usada por pelo menos mais um ano, quando o assunto será retomado.

 

A proposta também estabelece um prazo para interrupção da fabricação e comercialização dos cigarros com os demais aditivos. A minuta da nova resolução deverá ser votada em breve pela Anvisa. O diretor da agência, José Agenor Álvares da Silva, quer que o assunto seja incluído na reunião pública marcada para dia 14. “É um tema de grande interesse. É importante garantir a transparência”, acredita.

 

A versão que será discutida é mais branda do que o texto original, colocado em consulta pública em novembro de 2010. A primeira proposta previa a retirada de todos aditivos, incluindo o açúcar. A sugestão estava de acordo com a Convenção Quadro do Tabaco, um acordo internacional com regras para prevenção e combate ao tabagismo do qual o Brasil é signatário.

 

“Não se trata de um recuo. Apenas ouvimos as sugestões apresentadas na consulta pública e fizemos alguns ajustes”, garante Álvares da Silva.

 

Atração

A adição de produtos como chocolate, baunilha ou menta, afirmam os especialistas em tabagismo, é uma das principais estratégias da indústria do fumo para incentivar o jovem a experimentar o cigarro. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem cigarros com sabor.

 

Mesmo sendo um compromisso assumido pelo País, a proposta provocou uma ruidosa reação da indústria do tabaco. O setor argumentava que a restrição colocaria em risco a subsistência de famílias que se dedicam à cultura de um tipo de fumo, o Burley. A justificativa era a de que esse fumo, durante o processo de secagem, perde grande quantidade de açúcar e a adição seria apenas uma estratégia para garantir o sabor perdido.

 

Na Anvisa, contudo, há registro de cinco marcas de fumo Burley que dispensam a adição de açúcar. “Um sinal de que a tecnologia para isso existe. Mas é preciso verificar como isso pode ser aplicado”, afirma. De 2007 a 2010, o número de marcas de cigarros com sabor cadastrados na Anvisa passou de 21 para 40.

 

A proposta do diretor da Anvisa é que o assunto seja avaliado por um grupo de trabalho durante um ano. Terminado este prazo, a adição do açúcar seria novamente debatida. “Não queremos prejudicar os agricultores. Com esse prazo estendido, todas alternativas serão debatidas com cautela.”

 

A minuta apresentada hoje aos diretores é fruto de várias discussões feitas por uma equipe técnica da Anvisa. Junto com a proposta de um novo texto da resolução, será encaminhado o relatório técnico – com dados que sirvam de subsídios para que os diretores tomem a decisão no dia da votação

 

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