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notícias&artigos - 2011
ar piora em 38% das cidades monitoradas pela cetesb

Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo - 21/06/2011

 

A boa notícia é que, apesar de ter aumentado o número de cidades consideradas saturadas, 12 municípios tiveram melhora na qualidade do ar, principalmente devido à redução das queimadas. A maioria está no entorno de Ribeirão Preto. Levantamento mostra também que nos últimos três anos não houve extravasamento dos limites de CO na capital.

 

159 municípios do estado de São Paulo (60% das cidades monitoradas pela CETESB) tem ar considerado saturado por causa do ozônio. Dados mostram ainda piora de 38% em relação a 2009.

 

Perigo para a saúde

 

Ozônio (O3): Formado pela combinação de luz solar com os gases lançados pelos veículos.

problemas para a saúde: irritação de garganta e olhos e doenças no pulmão.

 

Material Particulado: Formado veículos e processos industriais.

problemas para a saúde: ardo nos olhos e garganta e doenças no pulmão.

 

Dióxido de Nitrogênio: Formado em veículos em grandes cidades.

Ajuda a formar o ozônio mas também prejudica a saúde.

 

O ozônio se forma a partir de reações químicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na incidência de luz solar. Quando a qualidade do ar está ruim por ozônio, pessoas com doenças respiratórias têm os sintomas agravados. As pessoas podem apresentar ardor nos olhos, nariz e garganta.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

 

a matéria original:



Ar piorou em 38% das cidades de SP monitoradas pela Cetesb em 2010

O ESTADO DE SÃO PAULO- 21 de junho de 2011

 

Estado tem 159 municípios com ar considerado saturado por causa do poluente ozônio

Paulo Saldaña

 

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo tem 159 municípios com ar considerado saturado por causa do poluente ozônio (O3) - ou 60% das cidades monitoradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os dados entre 2008 e 2010, que constam em classificação elaborada pela Cetesb sobre a severidade do ar, mostram ainda que a qualidade do ar piorou em 38% das cidades, em comparação com o estudo realizado em 2009.

 

A poluição é medida em 42 estações espalhadas na capital, Região Metropolitana, Baixada Santista e regiões industrializadas. Os municípios em um raio de 30 km de onde ocorre a medição recebem a mesma avaliação. Entre as cem cidades em que houve piora do ar, 45 passaram do nível "não saturada" para quase saturada. O restante tornou-se saturada. A saturação é subdividida em três níveis: moderada, séria e severa. Cinquenta cidades têm grau severo. Sete também apresentam saturação por Material Particulado (MP) - os dois elementos são, hoje, os principais vilões da poluição.

 

Desde 2008, a Cetesb classifica a saturação do ar no Estado para condicionar a liberação de licenças para empreendimentos nessas áreas à implementação de programas contra a poluição. Uma cidade é considerada com ar saturado se for apurado pelo menos um dia com poluição acima do padrão traçado.

 

No caso de novas empresas e indústrias, a Cetesb obriga uma compensação mais criteriosa nas cidades em que há saturação. "Se determinada indústria vai ter emissões significativas de um poluente saturado na região, terá de compensar toda essa poluição e 10% mais", explica o gerente de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu. "Pode instalar equipamentos técnicos ou renovar a frota de carros da prefeitura", exemplifica.

 

Ozônio e secura. O número de cidades com ar saturado por conta do ozônio teve aumento de 14% em relação ao ano anterior. Para a Cetesb, o aumento se explica por causa de condições desfavoráveis do clima em 2010. "Houve um período de inverno muito seco e grandes períodos de insolação, que favorecem a formação do ozônio", afirma a gerente da Divisão de Qualidade do Ar, Maria Helena Martins.

 

O ozônio se forma a partir de reações químicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na incidência de luz solar. Quando a qualidade do ar está ruim por ozônio, pessoas com doenças respiratórias têm os sintomas agravados. As pessoas podem apresentar ardor nos olhos, nariz e garganta.

 

SÃO PAULO - A capital paulista e 32 cidades da Região Metropolitana de São Paulo não apresentaram alterações nas classificações de saturação: continuaram todas com níveis considerados severos. Das sete cidades que apresentaram saturação nos níveis de Material Particulado (MP), quatro estão na Grande São Paulo - as outras são Santos, Cubatão, na Baixada Santista, e Santa Gertrudes, no interior.

 

Outros municípios na Região Metropolitana aparecem como quase saturados: Santo André, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra. "Na Grande São Paulo, o problema principal é o carro", explica o gerente do Departamento de Qualidade Ambiental da Cetesb, Carlos Komatsu.

 

A cidade de São Paulo, que tem uma rede de 12 estações de medição, foi a única em que há registro de outro gás poluente: o dióxido de nitrogênio (NO2), que apresentou nível de quase saturação. Assim como o ozônio e o Material Particulado, o NO2 é um gás irritante para os pulmões e diminui a resistência às infecções respiratórias.

 

"A Cetesb expandiu as medidas na cidade, para a Universidade de São Paulo, por exemplo. E como os ventos sopram para a zona oeste (onde está localizada a Cidade Universitária), temos um diagnóstico mais acertado", afirma o professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição da USP. "Na verdade, temos um diagnóstico mais acertado em todo o interior do Estado. E vai ficar ainda mais claro com os novos parâmetros."

 

 

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Poluição continua severa na capital