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notícias&artigos - 2011
combate ao tabagismo vira negócio para a indústria farmacêutica

10/01/2005

EXAME.COM - editora Abril

 

Mais uma garimpada na internet. Velha mas atualíssima!

 

Como não cansamos de dizer, há muito interesse em fazer o fumantes QUERER parar de fumar. Inconformados com os lucros da indústria tabagística, todos querem "tirar sua lasquinha". São médicos que lançam programas mirabolantes de cessão de tabagismo, curandeiros, ongs...

 

A lista de viciados em tabaco não para de crescer. O governo sendo o principal (uma das indústrias de tabaco colabora com mais de 7 milhões por ano em impostos sobre as vendas - é o 10o maior contribuinte do país).

 

O que acontecerá com eles se, de repente, todos nós resolvermos parar de fumar? Do que viverão esses médicos? As clínicas? Os especialistas no assunto?

 

Esta notícia sobre a GlaxoSmithKline foi publicada logo após a lei antifumo italiana. Bem interessante...

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

 

a matéria original:


 

Combate ao tabagismo vira negócio para a indústria farmacêutica

10/01/2005

 

GlaxoSmithKline lança campanha antitabagista na Itália para elevar as vendas de seu remédio que reduz a dependência de nicotina

 

As campanhas de combate ao fumo, geralmente promovidas por associações e governos preocupados com a saúde pública, ganharam uma aliada de peso: a indústria farmacêutica. O setor percebeu que o movimento antitabagista pode também aumentar seus negócios. É o caso do laboratório GlaxoSmithKline, que veiculará na Itália, a partir desta semana, peças publicitárias alertando para os males do cigarro. A empresa investirá 5 milhões de euros na campanha.

 

"Fumar é a maior causa de mortalidade nos países desenvolvidos", afirmou ao jornal britânico Financial Times Jack Ziegler, diretor da Divisão de Cuidados com a Saúde da Glaxo. "Nós estamos atuando nesses países assim que eles mostram mudanças de atitude em relação ao fumo", disse, referindo-se à proibição de consumir cigarros em lugares públicos que começa a vigorar na Itália a partir desta segunda-feira (10/1).

 

A lei está gerando polêmica entre os italianos. O governo determinou uma multa de 2 000 euros (cerca de 2 610 dólares) para o estabelecimento que desrespeitar a proibição. Os proprietários de bares e restaurantes alegam que não desejam se tornar xerifes do Estado e, mesmo que o fizessem, não teriam como fiscalizar se os clientes estão fumando.

 

 

Mercado crescente

 

As doenças associadas ao fumo matam cerca de 90 000 pessoas por ano na Itália. O país possui 18 milhões de fumantes dentro de uma população de 58 milhões de pessoas. Pressionada pela queda dos lucros causada pela concorrência com os medicamentos genéricos, a Glaxo está buscando alternativas para incrementar suas vendas, como o combate ao tabagismo. A empresa atua no segmento de terapias alternativas ao fumo com seu remédio NiQuitin.

 

A experiência da Glaxo na Irlanda mostra que a iniciativa de apoiar a proibição do fumo é promissora. Embora alguns estados americanos tenham proibido o fumo em estabelecimentos públicos desde 2003, a Irlanda foi o primeiro país a estender a medida para todo seu território, em março do ano passado. Desde então, as vendas do NiQuitin na Irlanda cresceram 36%

 

No Reino Unido, o laboratório domina o mercado de terapias de substituição à nicotina. Suas vendas alcançam cerca de 160 milhões de libras por ano, o equivalente a 229 milhões de euros. O bom desempenho nesses mercados incentivou a Glaxo a buscar outros países. Além da Itália, a companhia planeja ações semelhantes, neste ano, em Portugal e na Espanha. A iniciativa está sendo seguida por seus concorrentes. A Pfizer também registrou um aumento de venda dos produtos antifumo.

 

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