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notícias&artigos 2012
empregadores recusam até mesmo quem faz reposição de nicotina nos EUA

01/01/2012

 

Até mesmo quem está tentando parar, usando adesivos de nicotina, não é contratado, pois o aspirante ao emprego é obrigado a fazer teste de urina. Se o exame der positivo para nicotina ele é descartado.

 

Regras como estas tem sido responsáveis por resultados de relatórios como o do National Survey, nos EUA: Um em cada 10 fumantes escondem sua condição do seu médico. Isto impede que ele seja encaminhado a tratamento para que possa parar de forma eficaz.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

 

a matéria original:



EUA: Locais de trabalho estão banindo não só o fumo mas os próprios fumantes

Wendy Koch, "USA TODAY"

 

Mais aspirantes a empregos enfrentam um requisito adicional: não fumar (não somente no trabalho mas em lugar algum).

 

Com o aumento da proibição do fumo, um número crescente de empregadores - principalmente hospitais - estão proibindo fumantes. Não empregam pessoas com testes de urina positivos para uso de nicotina, seja por cigarros ou mesmo adesivos.

 

Essas políticas, criadas para promover a saúde e reduzir os prêmios dos seguros, começaram a ter efeito neste mes no Baylor Health Care System do Texas e deverão valer para o Hollywood Cassino em Toledo, Ohio, quando for inaugurado neste ano.

 

"Temos dar o exemplo", diz Dave Fotsch do Central District Health Department de Idaho, que votou no mes passado a favor da proibição de contratação de fumantes.

 

Cada ano, fumar ou estar exposto ao "fumo passivo" causa 443000 mortes prematuras e custam $193 bilhões à nação em despesas com saúde e perda de produtividade, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention. O CDC diz que 19,3% dos adultos americanos fumavam no ano passado, contra 42,4% em 1965.**

 

Queremos promover uma cultura de "wellness" completa, diz Marcy Marshall do Geisinger Health System em Danville, Pa., que começará a política de contratação "nicotine-free" no próximo mes. "Não estamos negando aos fumantes o direito de usar produtos com tabaco. Apenas estamos optando por não contratá-los."

 

A política gera indignação até mesmo na comunidade de saúde.

 

"Estas políticas representam discriminação no emprego. É um precedente muito perigoso," diz Michael Siegel, professor da Boston University's School of Public Health. Ele diz que as restrições punem os fumantes ao invés de ajudá-los a parar de fumar.

 

"O que vem depois? Não vão contratar pessoas hipercafeinadas?" pergunta Nate Shelman, fumante e, que trabalha no Boise's KBOI radio talk show e cujos ouvintes debateram o tema mes passado. "Estou farto das pessoas verem fumantes como saco de pancadas."

 

Após várias companhias, inclusive Alaska Airlines, terem adotado políticas ant-contratação de fumantes há 2 décadas, a indústria de tabaco e a American Civil Liberties Union fizeram lobby para os direitos dos fumantes. Como resultado, 29 estados e o Distrito de Columbia tem leis de proteção aos fumantes.

 

Algumas leis eximiram empresas sem fins lucrativos e a indústria de saúde e 21 estados não têm regras sobre as políticas de contratação "nicotine-free."

 

As leis federais permitem a política de contratação "nicotine-free porque não reconhecem os fumantes como classe protegida, diz Chris Kuzynski, da U.S. Equal Employment Opportunity Commission.

 

Não há dados sobre o número de empresas que não contratam fumantes nos EUA, mas a tendência aparenta ser mais forte nos hospitais, diz Lewis Maltby, presidente do National Workrights Institute, uma divisão sem fins lucrativos da ACLU que se opõe à política "nicotine-free."

 

Muitas das novas políticas ampliam as regras sobre proibição de fumo no local de trabalho. No Bon Secours Virginia Health System, mais de 300 empregados pararam desde a seus campi se tornaram livres de fumo em 2009, e um candidato o fez desde que começou política de contratação "nicotine-free", diz o diretor administrativo Kim Coleman.

 

Os custos de saúde para usuários de tabaco é de US $ 3.000 a 4.000 dólares a mais por ano do que para os não-fumantes, diz Cindy Stutts, da Bon Secours. "Há também um impacto sobre a produtividade", diz ela, porque os fumantes fazem mais pausas.

 

Paul Billings da American Lung Association diz que ele não há dados que comprovem que a política de contratação "nicotine-free" induza as pessoas a parar de fumar. Ele diz que programas de cessação são uma aposta melhor. Ainda assim, seu grupo não vai contratar fumantes: "Somos não-fumantes exemplares."

 

Endereço da página:

EUA: Locais de trabalho proibem não apenas o fumo, mas os próprios fumantes

 

** aqui, mais uma vez dados de fumantes/não fumantes são misturados para confundir.

Esquecem também de dizer que o índice está estagnado ha mais de 6 anos...