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A lei antifumo está dando certo?

08/09/2009

 

Participam do debate

 

A favor da lei:

Jacqueline Issa, cardiologista do INCOR e consultora da Pfizer e ad Lilly. (PDF pág 6 / 161). Participou da audiência pública da lei.

João Lee, DJ

Tainá Muller, atriz

 

contra a lei:

Kenny Lopes, estudante

Milena Hannud, arquiteta, responsável pelo site eufumo.com.br

Pedro Serrano, advogado

 

Frases e techos do debate:

 

Lobão:

  • O fumante é um ateu fisiológico;
  • O fumante virou um dalit, um cidadao de 3a categoria e as pessoas estão achando isso absolutamente normal;
  • Dentro da lei tinha que ter um anexo assim: todos tem que ser limpinho, mas quem não é limpinho pode existiri;
  • Nós não estamos aqui discutindo se é bonito ou feio fumar. O que nós estamos colocando aqui é simplesmente o direito de alguém que é assim ter algum lugar. Você não pode ser você do jeito que você é;

 

 


Joao Lee

  • As pessoas não precisam fumar - eu preciso de saude;
  • Vocês não tem idéia: 2 ou 3 vezes por semana eu voltava pra casa fedendo. Qdo eu ficava doente demorava 10X mais pra melhorar;
  • Eu sou meio termo. Acho que quem quer fumar fuma desde que não me incomode. Eu acho que a lei não é criativa. Acho que ela está forçando pra cima das pessoas;
  • Se o argumento for: "Essa lei tem que ser assim porque só assim as pessoas vão parar de fumar", ou é um incentivo a fumar menos, eu sou a favor da lei. Mas acho que não vai acontecer. Tenho até curiosidade de saber se daqui a um ano diminui;

 

 


Kenny Lopes

  • Porque não proibiram o fumo nos estádios? Porque o Estado não tem competência para fiscalizar?
  • Uma pessoa tem um estabelecimento com isolamento de som, agora em plena noite vou botar todos os fumantes do meu bar para fumar lá fora. O que vai acontecer comigo? Ninguém pensou nisso. Conheço uma dona de bar que ta com uma multa horrível por causa disso agora. E ela tinha um fumódromozinho dentro do boteco;

 

 


Tainá Muller

  • Facismo é o da industria de cigarros que vicia numa coisa que mata;
  • iEu comecei a fumar, eu fumei 10 anos da minha vida. Achei a coisa mais estúpida do mundo. O que que leva um adolescente a fumar - auto-afirmação, moda, charme, alguém nos colocou na cabeça;
  • Tinha que ter cinzeiro na rua;

 

 


Milena Hannud

  • Se eu quiser parar entro no site e só encontro o telefone de denúncia;
  • Todo mundo fala do trabalhador. Mas na tabacaria, o funcionário está muito mais exposto, porque como não pode mais vender comida e bebida, as pessoas vão ali só para fumar. Eu não vejo lógica numa coisa dessas;
  • A lei está sendo uma ferramenta para as pessoas que tem uma tendência de higenizar. O fumante está sendo discriminado até no elevador, depois de ter fumado. Porque as pessoas tem uma ferramenta. Por isso o fumante está virando um cidadão de terceira classe. O cara ta fumando na rua e as pessoas abanam. Virou uma arma para as pessoas. Uma arma com telefone;

 

 


Jacqueline Issa

  • A maioria, para se livrar dessa adição vai precisar de ajuda;
  • Deixa a dança do ventre sem fumaça, cara. Por o dinheirinho na moça dançando, fala sério...
  • É um remédio amargo - tem que ser absorvido. É uma epidemia mundial. O número de pessoas que fuma é enorme.
  • Ninguém quer tirar o brilho de viver, nem porque o brilho de viver está em você ser adicto. Eu queria saber aonde está escrito que o brilho de viver está numa adição.
  • A expectativa de redução de mortes por conta da lei no município de SP é de 1000 a 3000 mortes;
  • O fumante vai pensar: "ai meu Deus, vou ter que tomar chuva pra fumar?" Vai ter percepção da adição e procurar tratamento;

 

 


Pedro Serrano

  • O que cura a adição é tratamento de saúde. Através de aconselhamento, de informação e não de botar as pessoas na cadeia nem de ficar reprimindo o que as pessoas fazem com seu próprio corpo.
  • iUm valor da nossa constituição absolutamente fundamental é a de preservação da saude publica de um lado (o direito que as pessoas tem de não ter sua integridade física perturbada pela ação de um terceiro), e do outro lado a preservação de um mínimo de liberdade do ser humano; Isso é o que nos preserva do fascismo e de mecanismos de apropriação da subjetividade - que são próprios do capitalismo;
  • Estamos discutindo aqui a doença da razão;
  • O Estado autoritário quer pregar ao ser humano uma forma padrão de viver que seria a forma de alcançar a felicidade. Não há como dizer para alguém qual a forma mais correta dele atingir a felicidade;
  • A preservação da saúde deve prevalecer em relação à liberdade mas no limite do necessário para preservá-la;
  • Em ambientes coletivos aonde haja segregação física e ambiental do fumante e do não fumante (com alvenaria, com vidro e com ar condicionado), não ha sentido em impedir as pessoas de fumar;
  • O equívoco na lei do Serra é porque ela tem um caráter higienista e transforma uma informação científica numa proposição quase que religiosa. Ela tende a reprimir o direito que a pessoa tem de gerir o próprio corpo;

 

 


João Lee: Acho que ninguém é totalmente contra nem a favor. Desde que não interfira com a minha saúde, faz o que quiser. Até porque cigarro é uma droga liberada.

Jacqueline: Ainda...

 

 


Lobão: Isso! Se o céu fosse bom não existiriam os inferninhos. Só haveriam céuzinhos. Você vai ao céuzinho se divertir?

Jacqueline: Mas eu me divirto sem nada disso, cara...

Lobão: E todo mundo tem que se divertir como você?

 

 


Jacqueline: Em ambiente fechado não tem como ter ventilação adequada, o ambiente é contaminado.

Milena: Nos lugares de cultos religiosos pode ter equipamento e isolamento adequados. Porque não pode para o resto?

 

 


Milena: Na elaboração desta lei deveria ter havido a presença de um terapeuta.

Jacqueline: Pra quem? Pros 10% que se sentem excluidos?

Milena: Não, porque por essa lei, a única forma de fazer a pessoa parar de fumar é dessa forma. Mas o fumante não pensa assim. Vocês não conhecem a cabeça do fumante.

 

 


Pedro: A lei usa o fumante passivo para justificar a proibição aonde não ha o fumante passivo. Em ambiente segregado só vai entrar quem quer fumar.

Jacqueline: Mas e o trabalhador?

Pedro: E o trabalhador da plataforma de petróleo?

Jacqueline: Vamos falar de tabagismo.

 

 


Tainá: A questão é o fumódromo?

Pedro: Sim. O que querem é proibir o fumo diretamente. Proibem sem ter a coragem de dizer. A lei quer proibir o fumo, mas como não quer perder o eleitorado fumante, que é um eleitorado grande, não assume que está proibindo. Mas ela não deixa escape.

Jacqueline: Na lei tem um entendimento porque o Brasil é signatário de uma convenção quadro. Isso é uma convenção mundial pra tratar o tabagismo no mundo. Isso é uma epidemia. O tabagismo é evidência A. Evidência A não tem contestação.

Pedro: A questão aqui não é discutir se tabagismo é uma doença. Obvio que é doença. Você vai impedir a doença pela força??

 

 


Lobão:

Pra terminar, este ano ta completando 10 anos de limpeza na cidade de NY, tolerância 0, aquela loucura toda. Tiraram os puteiros, etc.

E tinha dois velhinhos andando pelas ruas de NY aí o pessoal falou:

"Esses caras devem estar muito felizes, vamos perguntar o que o velhinho acha.. Velhinho, o que você acha desta lei?"

Aí o cara falou assim:

"Eu estou farto deste tédio, cadê as putas? cadê os ratos? Cadê a vida em si?"

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.