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polêmica
fumômetros e monoxímetros: que resultados são esses?

21/06/2009

Fumômetros e monoxímetros apresentam medições que contradizem afirmações sobre fumo passivo

 

"Duas reportagens publicadas no jornal O Estado de São Paulo já dão indícios sobre qual será o destino dos fumômetros (aparelhos para indicar presença de fumaça no ambiente) e dos monoxímetros (indicadores de monóxido de carbono no organismo).

 

Na reportagem do dia 0705/2009, os fumômetros, uma das ferramentas que a Secretaria de Estado da Saúde usará durante as blitze nos estabelecimentos,

dificilmente identificam partículas onde há dispersão de ar. Ou seja, se o ambiente é bem ventilado, as substâncias poluentes não são identificadas. Ambientes onde os componentes nocivos do cigarro não podem ser identificados por aparelhos concebidos para detectá-los constituem uma ameaça à saúde daqueles que o frequentam?

 

Uma segunda reportagem publicada no mesmo jornal em 30 de maio de 2009, sobre blitze a choperias de Ribeirão Preto, menciona o uso de monoxímetros em clientes e garçons destes estabelecimentos.

 

Enquanto a medição em um fumante registrou 56ppm (partículas por milhão), a medição de dois não fumantes (um cliente e um garçon com 27 anos de casa), foi de 5ppm e 3ppm respectivamente.

Observação: o limite da zona de perigo para um não fumante, segundo a reportagem, é de 10ppm.

 

Os resultados com os monoxímetros e afirmação de que "dificilmente identificam partículas onde há dispersão de ar" mostram como varandas e toldos não poderiam estar entre os locais banidos pela lei.

 

Os resultados com fumômetros confirmaram que o disse Roger Jenkins (Oak Ridge Laboratories) num estudo realizado em 2000: "Exposição à fumaça ambiental de cigarros menor do que se supunha." O estudo foi criticado na época pela ligação de Jenkins com a indústria tabagista.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

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Blitz caçafumaça usará ''fumômetro''

ESTADÃO DE HOJE - Metrópole

QuintaFeira, 07 de Maio de 2009 | Versão Impressa

 

Aparelhos são os que medem concentração de poluentes; governador deve sancionar hoje texto com as restrições .

Fernanda Aranda

 

O governador José Serra (PSDB) anunciou que deve sancionar hoje a lei antifumo. Para fazer valer a proibição do uso do tabaco em ambientes fechados de bares, restaurantes, shoppings e baladas, a fiscalização em São Paulo vai contar com "bafômetros do cigarro". Durante as blitze, serão usados 15 aparelhos que conseguem detectar a presença de fumaça, ainda que nenhum fumante seja flagrado no ato com a bituca em mãos.

 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, responsável por coordenar a fiscalização, os "fumômetros" serão uma das ferramentas para identificar o estabelecimento infrator. Além desses equipamentos, outros indícios podem render multa, como cinzeiros, bitucas, falta de placas informativas, além do flagrante do cliente (ou funcionário da empresa) fumando.

 

Luizemir Lago, diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), afirma que os aparelhos são os mesmos usados para medir a concentração de poluentes.

"Eles são capazes de identificar as partículas deixadas pelo tabaco, desde que tenham sido expelidas em excesso e em ambiente fechado", explicou. Ela explica, porém, que se existir dispersão do ar as substâncias dificilmente serão identificadas.

 

O principal material liberado pelo tabaco é o monóxido de carbono, que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e os oncologistas, pode provocar até câncer de pulmão no fumante passivo. A justificativa da nova legislação, até por isso, é proteger a saúde de quem não fuma mas está sujeito aos malefícios provocados pela fumaça alheia, garante Luizemir.

 

Ainda que a sanção da nova lei aconteça hoje, após a publicação no Diário Oficial do Estado está previsto um prazo de 90 dias para a adequação de todos os proprietários. Nesse período, serão realizadas só blitze educativas para orientar os proprietários pessoas que vão receber as punições quando a restrição valer.

 

Pelas novas regras, o fumo deve ser banido de todo e qualquer empreendimento, público ou privado. Até os fumódromos estão proibidos. As exceções são os quartos de hotel e motel, estádios de futebol, penitenciárias, charutarias que só vendem produtos fumígenos, casas e carros. Utilizando do princípio do ambiente totalmente fechado, o governo decidiu que as mesas de bares e restaurantes nas calçadas, ainda que protegidas por toldos, também vão escapar da fiscalização.

 

De acordo com o decreto que vai regulamentar a legislação, a multa para quem descumprir a lei antifumo pode ter quatro etapas. O primeiro flagrante de infração rende multa de R$ 792. Em caso de reincidência, o valor dobra (R$ 1.595). Se flagrado pela terceira vez, o comércio é fechado por 48 horas. Da quarta vez em diante, a suspensão das atividades é por 30 dias (que podem ser prorrogados).

 

Representantes de bares, restaurantes e casas noturnas fazem coro sobre a ilegalidade da lei e prometem acionar a Justiça. O especialista em Direito de Estado Luiz Tarcísio Ferreira observou que, assim que for sancionada, a nova legislação deverá provocar uma corrida por liminares judiciais. Endereço da página:

 

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Blitz caça fumaça usará "fumômetro"

 

 



Em Ribeirão, a 1ª blitz antifumo

ESTADÃO DE HOJE - Metrópole

Sábado, 30 de Maio de 2009 | Versão Impressa

 

Visita de fiscais a bares foi apenas para conscientização dos fumantes, já que lei passa a vigorar só em agosto Brás
Henrique, RIBEIRÃO PRETO

 

Tiveram início ontem as blitze da lei antifumo no Estado de São Paulo. Desde as 21h52, cinco choperias na Avenida Independência, região central de Ribeirão Preto, receberam visitas de fiscais da Fundação Procon e da Vigilância Sanitária. Mas o que mais chamou a atenção de clientes e garçons foi a utilização dos monoxímetros (versão para a fumaça dos bafômetros da lei seca).

 

Entre os que foram surpreendidos pela medição estava o engenheiro mecânico Renio Zuquim, de 32 anos, fumante desde os 13. A medição de monóxido de carbono deu 56 ppm (partes por milhão), o que equivale a dizer que o profissional está na faixa de "fumante perigosamente ativo". "Isso me assustou, sempre fumei, fiz exames e não deu em nada", disse Zuquim, que não se mostrou irritado com a fiscalização. "Sou a favor, tenho uma filha de 10 anos e em casa, por exemplo, não fumo."

 

Na mesma mesa, no deque da Choperia Pinguim, o também engenheiro mecânico Adilson Moreira, de 48 anos, tentava convencer o colega havia três horas. "Ele precisa parar (de fumar)."

O exame dele deu 5 ppm, enquanto o garçom que os atendia, Paulo Sérgio de Souza, de 43 anos e com 27 de Pinguim, registrou 3 ppm no aparelho. Essa é a faixa dos não fumantes. O limite da zona de perigo, para quem não é fumante, é de 10 partes por milhão. Fumantes ativos ficam entre 26 e 33 ppm.

 

Os monoxímetros seriam levados ainda na madrugada para as Choperias Jordiano, Chopp Time, Água Doce Cachaçaria e Restaurante S.A.. Hoje, as blitze com caráter educativo prosseguem em Bauru. "As multas só serão aplicadas a partir de 6 de agosto", informou a coordenadora das equipes, Maria Cristina Megid, que veio de São Paulo para a fiscalização.

 

Ela entregou aos gerentes das choperias a lei com as determinações que vetam o fumo em ambientes coletivos. "Por enquanto, estamos só conscientizando as pessoas", completou o diretor de Fiscalização da Fundação Procon de São Paulo, Paulo Góis, que também acompanhou os trabalhos. Ele adiantou que, em dois meses, será unificada a fiscalização por agentes sanitários e de defesa do consumidor. "Os códigos (sanitário e do consumidor) preveem multas diferentes, que podem chegar a R$ 3 milhões, mas vamos estabelecer um padrão de condutas."

 

Todas as penalizações recaem sobre os estabelecimentos, mesmo aqueles em que não haja fumantes flagrados, mas o "fumômetro" detectar níveis perigosos de concentração de tabaco. Nenhuma multa será aplicada aos fumantes.

 

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Em Ribeirão, a 1ª blitz antifumo