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notícias&artigos - 2011
mal pulmonar pode virar 3a causa de morte

Como já dissemos em matérias aqui no EuFumo, os perigos de exposição à queima de biomassa são sempre subestimados pelas autoridades da saúde.

 

Em 2009, publicamos dois artigos:

O engodo das fumantes passivas chinesas

e

O perigo das lareiras

 

A matéria publicada hoje no jornal A Folha de São Paulo (ler abaixo) minimiza, mais uma vez, o perigo de exposição à queima de biomassa devido à exposição à fogão à lenha. Esquecem também de mencionar lareiras e churrasqueiras.

 

O artigo, por colocar no mesmo "bolo" fumantes e não fumantes, ("quem se expõe a fatores ambientais nocivos ao pulmão como o fumo"), perigosamente induz ao leitor a pensar que o mal é causado principalmente pelo "fumo passivo." Ao mesmo tempo mais uma vez ignora as verdadeiras vítimas do fumo: os próprios fumantes.

 

Em matéria publicada no jornal A FOLHA DE SÃO PAULO em 31/05/2011. O pneumologista do Inca, Ricardo Meirelles, coloca a situação da mesma forma:

"Além do fumo, exposição à poluição e à fumaça de biomassa (como fogão à lenha) são fatores de risco. "O fumo, inclusive o fumo passivo, acaba sendo um fator de risco mais importante".

 

Quantas doenças e mortes terão que acontecer para que verdadeiras medidas sejam tomadas para evitar isso? Funcionários de pizzarias e churrascarias estão expostos ao equivalente a 30 cigarros por hora trabalhando.

 

Sua inocente e romântica lareira expõe você e sua família aos mesmos riscos. Leia sobre o casal que morreu asfixiado em pousada em Minas. Você já ouviu dizer que alguém morreu asfixiado por "fumo passivo"?

 

E lembrem-se: há 2 anos não existem mais fumantes nos ambientes públicos fechados e semi-abertos.

 

N.B.

Interessante é a publicidade do medicamento no primeiro artigo, inclusive com valores, considerando que o jornal não é publicação especializada...

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

 

as matérias originais:


 

Mal pulmonar pode ser a 3a causa de morte


MARIANA PASTORE COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 16/07/2011

 

DPOC, que mistura enfisema e bronquite crônica, avança no país, diz grupo médico

 

Estimativas da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) indicam que uma doença pulmonar pode se tornar a terceira causa de morte no país no fim desta década.

 

Hoje, a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) já é a quinta maior causa e mata 33 mil brasileiros por ano, embora a maioria não conheça a doença, segundo o presidente da sociedade, Roberto Stirbulov. De 1990 a 2001, o número de casos teve um aumento de 371%.

 

Ela é caracterizada por dois problemas (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e se manifesta em quem se expõe a fatores ambientais nocivos ao pulmão, como fumo (85% dos casos) e exposição a fogão a lenha (15%).

 

"Com o tempo, o doente perde a capacidade de respirar normalmente, dificultando atividades simples, como tomar banho", diz Stirbulov.

 

O presidente da Associação Brasileira de Portadores de DPOC, Manoel Machado Jr., que fumou por 36 anos, teve de reaprender a falar e a respirar após o diagnóstico. "O ar não sai do pulmão."

 

Um remédio que reduz a inflamação pulmonar acaba de ser lançado no país. O Damax (roflumilaste), da Nycomed, é indicado para os casos mais graves.

 

Cerca de 10% dos que tomaram tiveram efeitos colaterais, como náusea, diarreia e dor de cabeça.

 

A caixa com 30 comprimidos custa até R$ 180.

 

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Mal pulmonar pode ser a 3a causa de morte

 


 

Cigarro é a principal causa de morte por doença respiratória
A FOLHA DE SÃO PAULO - 31/05/2011 - JULIANA VINES

 

País tem 1 milhão de fumantes com o problema, segundo Inca

 

A maior parte das mortes por doenças respiratórias crônicas no Brasil é causada pelo tabagismo, segundo levantamento do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Hoje é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco. De dez homens que morrem por enfisema pulmonar ou bronquite crônica no país, oito são fumantes. Entre as mulheres, seis de dez mortes são causadas pelo tabagismo.

 

"Quando se fala em tabaco, todos pensam em câncer de pulmão. O cigarro não causa só câncer. Temos um milhão de fumantes com problemas respiratórios sérios", diz Liz Almeida, da divisão de epidemiologia do Inca.

 

Os números do Brasil são bem acima da média mundial (veja ao lado). O motivo, segundo Ricardo Meirelles, pneumologista do Inca, ainda precisa ser pesquisado.

 

"Essas doenças são causadas principalmente por substâncias irritantes na fumaça do cigarro. Pode ser que o cigarro brasileiro tenha algo diferente que leve a isso."

 

O conjunto de males respiratórios causado pelo cigarro é chamado de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). São doenças irreversíveis e de progressão lenta.

 

Além do fumo, exposição à poluição e à fumaça de biomassa (como fogão à lenha) são fatores de risco. "O fumo, inclusive o fumo passivo, acaba sendo um fator de risco mais importante", diz Meirelles. Segundo o médico, já é possível fazer o diagnóstico precoce, quando ainda não há sintomas.

 

O risco de desenvolver a doença varia de acordo com a pessoa e a média de cigarros consumidos. Para o tratamento, que é feito com drogas e terapia respiratória, é essencial parar de fumar.

 

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