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Poluição do ar matará 43 pessoas por dia em São Paulo, estima pesquisa da USP

09/08/2014

 

Mais um estudo mostrando que a causa das doenças pulmonares nas grandes cidades é a poluição, e não o "fumo passivo". Muito menos justifica a classificação de "fumo passivo" como sendo de risco de morte para não fumantes. A OMS chegou a afirmar o absurdo de que o ar poluído pela fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada pelo fumante ativo, e que "fumantes passivos" ocupam o terceiro lugar na lista de mortes evitáveis da OMS, atrás do consumo excessivo de álcool (sic).

 

O que fica cada vez mais óbvio, a cada novo estudo sobre a poluição, é que os fumantes não tem nada a ver com isso. Este estudo foi realizado 2 (dois) anos depois de implantada a Lei Antifumo de São Paulo. Ou seja, 2 (dois) anos depois do fumo ter sido proibido em todos os ambientes fechados e semi-abertos, os números de pessoas com problemas pulmonares só aumenta. Este número deveria ter tido uma queda mensurável e significativa. Mas não...

Segundo o estudo.

"Entre as causas mais prováveis de mortes provocadas pela poluição, o câncer poderá ser o responsável por quase 30 mil casos até 2030 em todos os municípios de São Paulo. Asma, bronquite e outras doenças respiratórias extremamente agravadas pela poluição podem representar outros 93 mil óbitos, já contando a estimativa de crianças atingidas no período".

 

 

 

 


a matéria original

 

Poluição do ar matará 43 pessoas por dia em São Paulo, estima pesquisa da USP

Problema ainda provocará internação de um milhão e gasto público de mais de R$ 1,5 bilhão

Notícias R7 - 09 de agosto de 2014

 

Poluição na zona oeste da cidade de SP, na quinta-feira (7). Estimativa prevê que ao menos 25% das mortes ocorram na capital

 

 

A poluição atmosférica vai matar até 256 mil pessoas nos próximos 16 anos no Estado, ou seja, uma média de quase 44 pessoas por dia. Nesse período, a concentração de material particulado no ar ainda provocará a internação de um milhão de pessoas, e um gasto público estimado em mais de R$ 1,5 bilhão, de acordo com projeção inédita do Instituto Saúde e Sustentabilidade, realizada por pesquisadores da USP. A estimativa prevê que ao menos 25% das mortes, ou 59 mil, ocorram na capital paulista.

 

Os resultados indicam que, no atual cenário, a poluição pode matar até seis vezes mais do que a aids ou três vezes mais do que acidentes de trânsito e câncer de mama. A população de risco, ou seja, as pessoas que já sofrem com doenças circulatórias, respiratórias e do coração, serão as mais afetadas, assim como crianças com menos de 5 anos que têm infecção nas vias aéreas ou pneumonia.

 

Entre as causas mais prováveis de mortes provocadas pela poluição, o câncer poderá ser o responsável por quase 30 mil casos até 2030 em todos os municípios de São Paulo. Asma, bronquite e outras doenças respiratórias extremamente agravadas pela poluição podem representar outros 93 mil óbitos, já contando a estimativa de crianças atingidas no período.

 

Poluição na zona oeste da cidade de SP, na quinta-feira (7). Estimativa prevê que ao menos 25% das mortes ocorram na capital

 

 

Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras da pesquisa, Evangelina Vormittag afirma que a magnitude dos resultados obtidos pela projeção, que tem como base dados de 2011, comprova a necessidade de o poder público implementar medidas mais rigorosas para o controle da poluição do ar.

 

Nessa lista estão formas alternativas de energia, incentivo ao transporte não poluente, como bicicleta e ônibus elétrico, redução do número de carros em circulação e obrigatoriedade de veículos a diesel utilizarem filtros em seus escapamentos. O programa de instalação de faixas exclusivas de ônibus e de ciclovias na capital, desenvolvido pelo prefeito Fernando Haddad (PT), é indicado como bom exemplo, ainda que os resultados para a saúde pública não estejam mensurados.

 

 

 

Link da matéria:
Poluição do ar matará 43 pessoas por dia em São Paulo, estima pesquisa da USP

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.