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notícias&artigos - 2009
seu totó pode ser um fumante passivo

21/06/2009

número de publicações para incitar grupos contra fumantes aumenta a cada dia

 

"A cada dia surge uma novidade, uma nova tentativa de incitar a população contra os fumantes. Não bastassem estudos que tentam a qualquer custo atribuir os males do mundo à fumaça ambiental de cigarros, agora novos estudos procuram fazer a ligação com animais domésticos.

 

Na edição de junho de 2007 da revista Saúde - Editora Abril - a repórter Maria Fernanda Ziegler fez uma matéria entitulada "Animal pode ser fumante passivo".

 

Aproveitando a onda criada pela lei de Serra, o repórter Vinícius Queiroz Galvão requentou a matéria publicada ha 2 anos sob o novo título "Bicho de tabagista tem a mesma doença de fumante passivo" - (21 de junho, no jornal A Folha de São Paulo). Menos rica em detalhes mas com conteúdo semelhante à matéria original publicada na revista Saúde, o repórter lamenta que, ao contrário da cidade de Nova York onde o fumo é proibido em zoológicos, e São Francisco onde o cigarro foi banido de parques, praças e jardins, a lei antifumo paulista não prevê a proibição ao cigarro nesses lugares nem faz menção à saúde dos animais.

 

Pela vontade deste indivíduo, deveríamos dar adeus aos únicos lugares que nos restaram: as ruas e nossas próprias casas..."

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

a matéria original...



Animal pode ser fumante passivo

Revista Saúde - junho 2007

Fumaça sob o mesmo teto Seu bicho virou amigo, é companheiro para o que der e vier, mas mantenhao bem longe do cigarro.

por Maria Fernanda Ziegler | design Eder Redder

 

Parar de fumar não está nos seus planos imediatos? Pena. Por você e por todos ao seu redor, incluindo o pet que mora na sua casa. Ele também é vítima das baforadas. Tem gente que nunca parou para pensar, mas o animal doméstico que convive com cigarro do dono é um fumante passivo. E sofre com isso. "Cães e gatos ficam sujeitos a rinites, outras irritações nasais e até câncer", alerta a professora Maria Lúcia Dagli, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo. Você já deve ter ouvido infinitas vezes, mas não custa repetir: o tabaco contém dezenas de substâncias cancerígenas e milhares de outras toxinas.

 

Quem está por perto, bichos incluídos, acaba inalando cerca de 85% des se mix venenoso expelido na fumaça (no complemento, outros riscos do fumo específicos para os felinos). Alguns trabalhos realizados mundo afora comprovam os efeitos nefastos em animais domésticos. No Brasil ganha destaque o estudo do veterinário Marcello Roza. Em sua dissertação para a Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, a UnB, ele relata as conclusões de uma pesquisa feita com 30 cães da raça yorkshire. Quinze deles tinham dono fumante. E todos os integrantes desse grupo, sem exceção, apresentaram algum tipo de estrago no sistema respiratório por causa da exposição constante à nicotina, ao alcatrão e companhia.

 

A encrenca mais comum atende pelo nome de antracose lesão provocada por partículas de poluentes que se instalam nos pulmões, formando pigmentos negros. O agravamento do quadro pode levar ao câncer pulmonar. E a ameaça cresce se a raça do cachorro for dotada de focinho curto, que não filtra o ar tão bem. Já para os cães que têm essa parte mais alongada, o perigo é um tumor nos seios nasais. "Como o tempo de vida do bicho é breve, a doença se desenvolve mais rapidamente nele", lembra o veterinário.

 

As raças mais prejudicadas pelo fumo passivo são as de pequeno porte. É que esses animais tendem a ser mais caseiros e, portanto, ficam mais próximos do dono e da fumaça do dono. Não é justo com o pobre animal. Então, se você ainda não se convenceu de que o melhor mesmo é abandonar o vício e por todos os motivos que já está cansado de saber , pelo menos trate de apagar o cigarro quando seu fiel escudeiro estiver por perto.

 

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a notícia requentada...



Bicho de tabagista tem mesma doença de fumante passivo

Folha - 21/06/2009

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO da Folha de S.Paulo

 

Só de ver ao longe as baforadas do casal Rose Rizzo, 55, e Sidney Gonçalves, 58, Dhara, 9, espirra sem parar. Se sentir o cheiro da fumaça, então, ela vomita, perde o apetite e fica o dia inteiro sem comer nem beber. O malestar só passa se tomar um comprimido do antiemético Plasil, contra o vômito, e uma dose de Epocler para conter o desarranjo do fígado.

 

Dhara é uma cadela de 30 kg, mestiça de cocker spaniel e boxer. Foram justamente sintomas como os dela que fizeram a Faculdade de Medicina Veterinária da USP fazer uma pesquisa para estabelecer a relação entre o tabagismo e doenças respiratórias de cães e gatos. "Notamos que, numa grande quantidade de animais que veem com tosse, os donos são fumantes. Os bichos que têm contato com fumantes tossem mais", diz a veterinária Denise Saretta Schwartz, professora da USP que conduz a pesquisa.

 

"Procuro não fumar perto da minha filha recémnascida, mas o cachorro sempre vem junto. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer com os animais', diz o hoteleiro Fabiano Rodrigues, que passeava com a bulldog inglês Zeta, de oito meses, na praça Buenos Aires, reduto de cães na região central.

 

Segundo o veterinário Rodrigo Ubukata, especialista em oncologia animal, cães e gatos sofrem das mesmas doenças decorrentes do fumo passivo como câncer, bronquite, asma e crise alérgicaque acometem seres humanos. "A incidência de morte em cachorros com câncer de pulmão é de 100%. O que conseguimos é aumentar a sobrevida deles. Muitos ainda acham que o que fumam é muito pouco para causar mal aos animais. Não importa o quanto se fuma nem com que frequência, sempre faz mal", afirma Ubukata.

 

A orientação dos veterinários aos donos fumantes é que deem as baforadas longe dos cachor ros, de preferência ao ar livre. "Os bichos são tão fumantes passivos quanto os serem humanos", diz Schwartz.

 

"Eu evitava fumar no mesmo ambiente da Valentina [outra bulldog inglês, de três anos], mas depois relaxei até parar de fumar, há um mês", diz a veterinária Fernanda Oliveira.

 

Outra pesquisa, da Universidade de Massachusetts, mostra que, quanto mais cigarros o dono fuma por dia, maior é o nível de nicotina encontrado em exames de urina dos cães. Em cidades como Nova York, é proibido fumar nos zoológicos. Em San Francisco, o cigarro é banido de parques, praças e jardins, mesmo ao ar livre, medida para proteger a saúde de crianças, de animais, de animais selvagens e de cães dos usuários.

 

A nova lei antifumo do Estado de São Paulo, que entra em vigor na primeira semana de agosto, não prevê a proibição ao cigarro nesses lugares nem faz menção à saúde dos animais.

 

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