defendemos o fumante, não o fumo: 
quer parar de fumar ou reduzir?
 

quero parar de fumar ou reduzir
depoimento de ex-fumantes 2019

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O fumante é tratado como cidadão de segunda classe, mas apoio real, que é bom, nenhuma legislação oferece.

 

Acreditamos que compartilhar as dificuldades e vitórias podem ajudar bastante os que estão querendo abandonar os cigarros.

 

SÓ PUBLICAMOS DEPOIMENTOS DE QUEM PAROU DE FUMAR.

Os depoimentos de fumantes e não fumantes devem enviados através desta página

 

Boa sorte!

 

 

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Estou há 4 dias sem fumar! Estou sofrendo com a abstinência, mas estou conseguindo. Fumava cerca de 1 maço por dia.

 

Hugo

04/03/2019

 


 

Olá tenho 32 anos e fumei desde os 17 anos e sei como é horrível viver refém de algo que me prepara simplesmente para a morte. O cigarro sempre me trouxe felicidade e me aliviou da ansiedade contínua, mas hoje decidir parar, parar por todos os motivos do mundo e esquecer os motivos que me levaram a esse hábito nojento que me tira a saúde. Estou há 4 dias sem fumar e me sinto forte não vou perder todo esse tempo por 5 min de abstinência. Desejo tudo de bom pra vocês....

 

Anônimo

28/02/2019

 


 

Tenho 63 anos e fumo desde os 15 anos sem interrupção. São 48 anos! Fui diagnosticada com enfisema pulmonar (DPOC) há exatos 10 anos. Mas isso não foi o suficiente para que deixasse o cigarro... Até que num período de um ano me hospitalizei por vinte dias (dez dias cada). Saí do hospital e continuei fumando. Como era gostoso... era meu amor bandido! Até que, depois de 20 dias que sai da última internação, comecei a sentir os sintomas da tosse e a horrível falta de ar. Me assustei e comecei a tomar o PUB e colocar os adesivos... e comemoro os 10 difíceis dias sem fumar! Não o quero mais. Tenho que escolher entre a vida ou a morte, e eu quero viver! Que Deus continue me dando a força e a coragem para continuar minha luta contra esse terrível vício! Bênçãos para todos! Amém.

 

Anônimo

27/02/2019

 


 

Parei de fumar tem 11 meses e ja engordei 7 kilos, quero saber como faço para eliminar esses kilos? O pior é que não paro de engordar, preciso eliminar esses kilos. Muito obrigada.

 

Roh

27/01/2019

 


 

Oi Pessoal!
Primeiras 24 horas sem fumar! Troquei a carteira de cigarro por água. Já parei duas vezes (por um ano) e voltei justamente por causa daquele "vou fumar só esse! Não sou mais viciado..." ESQUEçAM! Vício se controla! Não se vence! BOA SORTE A TODOS!

 

Guto

15/01/2019

 

 

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Depoimentos de ex-fumantes famosos

 


Flavio Gikovate

Como me separei do cigarro

 

Quando escrevi Cigarro, um Adeus Possível fazia uns três meses que tinha parado de fumar. Estava orgulhoso. Estava deprimido. De vez em quando, me atacava aquela vontade lancinante de acender um cigarro. Não pela dependência física, que em poucos dias se resolveu. A dependência dolorosa do cigarro acontece porque ele toca em fatos de enorme densidade psicológica. Isso explica por que pessoas inteligentes, determinadas, metódicas, disciplinadas, não conseguem deixar de fumar. Por trás dessa incapacidade está um tema profundo: o desamparo da condição humana.

 

O desamparo se manifesta, desde a primeira infância, na boca. Eu, por exemplo, sempre chupei balinha, mesmo quando fumava. Há uma quantidade imensa de pessoas "viciadas" em chiclete. Chiclete só não vira vício de verdade porque não tem substâncias químicas que causem dependência física. Chiclete, bala, aliviam a inquietação oral que nos acompanha a vida inteira. É através da boca que, desde pequenos, procuramos uma sensação de aconchego. Começamos sugando o seio. Em seguida vem o primeiro vício, a chupeta. Sai a teta, entra uma borracha. Sai a borracha, começamos a chupar o dedo ou a roer as unhas.

 

Sou contra o cigarro porque faz mal à saúde. Não tenho nada contra chupeta, chiclete ou bala — maneiras de atenuar o desamparo, sensação de que nenhum ser humano está livre.

 

Compreendendo a profundidade dessa questão, não subestimando o tamanho da dificuldade, montando uma estratégia lenta e progressiva, calma e ponderada é que, um dia, o viciado pode largar o maldito cilindrinho. Quando tentei parar de fumar há uns 10 anos, sofri muito. Ainda não estava maduro. Desta vez, estava mais preparado. Tinha entendido melhor o por quê da intromissão do cigarro na vida da gente, me sentia mais seguro, um pouco tocado com a noção que os americanos introduziram de que o fumante é um cidadão de segunda classe, e incomodadíssimo com a dependência. Achei que teria condições de não substituir o cigarro, sobretudo por comida. Porque na última tentativa engordei barbaramente. Mas desta vez parei, fiz exercícios, não engordei nada.

 

Há uns dias, um amigo esqueceu um maço de Marlboro em casa. Essa era uma das marcas famosas na minha adolescência. Fumar cigarro americano um pouco, ser Humphrey Bogart. Aquele rótulo vermelho bateu em mim, me deu uma nostalgia funda de um certo charme, de me imaginar num bar conversando, fumando, bebendo... Nem sei se tudo isso tem charme, mas foi o que nos ensinaram. É essa atmosfera que conta. Não é o pulmão da gente que anseia pela fumacinha.

 

Cigarro prende porque a gente se sente especial quando fuma — pelo menos no começo — e porque ele vira um companheiro, passa a fazer parte da identidade da gente. Um cigarro na mão ajuda a abordar uma moça numa festa. Para dar um telefonema difícil, certas pessoas acendem um cigarro. É por isso que o caminho para um controle progressivo sobre o vício consiste em quebrar esses hábitos.

 

Anos depois, as pessoas me perguntam como me sinto. Mais ou menos como um gordo que emagreceu. O gordo acha que, quando emagrecer, a vida vai lhe sorrir para sempre, que todos seus problemas estarão resolvidos. Aí, elo descobre que a vida continua tão complicada como antes, só que agora ele é magro.

 

Tenho os mesmos problemas que quando fumava. A vida é difícil, as incertezas são dolorosas, o desamparo é uma realidade inegável. Continuo frustradíssimo por não ser o Humphrey Bogart. Sou, agora, um desamparado consciente de que aquela vontade de fumar nascia da tentativa desesperada de procurar aconchego em alguma coisa. Rodar o dia inteiro em torno de cigarros que aplaquem minha vontade de fumar não me distrai mais. A vontade de fumar criava uma ansiedade que servia para mascarar essa outra ansiedade profunda e autêntica, comum a todo ser humano.

 

A vantagem é que posso peitar as questões intrincadas da condição humana sem confundi-las com vontade de fumar. Estou muito satisfeito com essa vitória difícil contra a dependência. O antigo orgulho de sentir-me "diferente" com um cigarro na mão, que me levou ao vício, transformou-se no orgulho de não fumar. Gosto muito mais de mim assim. "

 

Flavio Gikovate

Psiquiatra e Psicoterapêuta

 


 

"Só eu sei do prazer que sinto quando consigo aumentar as distâncias debaixo d'água, e vejo o quanto fumar é absurdo"

 

Danuza Leão

escritora e colunista da Folha de São Paulo

 


 

"Fumava porque era moda e sinal de virilidade. Depois se transformou em um vício, dependência.

Sou um ex-fumante poderoso, fumava durante as refeições, tomando banho, em jejum, na cama, levantava cedo para fumar, enfim, fumava muito e gostava. [O cigarro] é um ex-amor, uma ex-amante... Você vai se matando com elegância."

 

Ney Latorraca

ex-fumante, em depoimento no documentário Fumando Espero - G1.globo.com - 25/04/2009

 


 

"Parei há quatro meses. Eu me considero uma vitoriosa porque adorava cigarro. Até hoje, chego a sonhar que estou fumando"

 

Helena Ranaldi

atriz, ex-fumante - Época - 06/06/2003

 


 

"Fazia parte do ritual de afirmação masculina fumar. Comecei para mostrar que era homem [..]. Dei minhas primeiras tragadas aos 18 anos. Tentei parar umas 100 vezes e sempre sofri muito. Minha última recaída foi para fazer um personagem, mas larguei no dia em que acabaram as gravações."

 

José Mayer

ator, ex-fumante - Época - 06/06/2003

 


 

"Quando eu fumava, achava impossível parar. Não concebia a minha vida sem um cigarrinho. Só descobri que isso era um mito, uma mentira, depois que parei. É preciso uma boa dose de vontade para ficar uma hora, meio dia, meio mês, meio ano, até completar o ciclo de dizer não ao cigarro."

 

Luiz Thunderbird

músico e maratonista, ex-fumante

Apague o Cigarro de sua Vida - ed. Alaude, 06/06/2003

 


 

"Depois que parei de fumar, passei a dormir melhor, a acordar menos cansado e a ter menos ressaca de manhã. Como efeito colateral, engordei, mas logo voltei ao meu peso normal com uma dieta. Percebi que a minha grande ressaca não era do uísque porque nunca mais sofri desse mal."

 

Ziraldo

escritor e cartunista, ex-fumante

Apague o Cigarro de sua Vida - ed. Alaude, 06/06/2003

 


 

"Na irresponsabilidade que a dependência química traz, fumei na frente dos doentes a quem recomendava abandonar o cigarro.

Fumei em ambientes fechados diante de pessoas de idade, mulheres grávidas e crianças pequenas.

Como professor de cursinho durante quase 20 anos, fumei nas salas de aula, induzindo muitos jovens a adquirir o vício. Quando me perguntavam:

"Mas você é cancerologista e fuma?", eu ficava sem graça e dizia que ia parar. Só que esse dia nunca chegava.

A droga quebra o caráter do dependente [...]

Quando você larga de fumar, o fôlego melhora em duas ou três semanas. A circulação sanguínea também.

Você começa a sentir o gosto da comida, o cheiro das coisas. O sono fica mais tranqüilo e a respiração, não dá nem para acreditar como melhora."

 

Drauzio Varela

oncologista, ex-fumante - drauziovarella.ig.com.br

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.