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quero parar de fumar ou reduzir
nicotiana tabacum - teoria II

A teoria mais polêmica que já ouvimos sobre nicotina vem do hipnólogo britânico Chris Holmes.

 

O terapêuta não acredita que a nicotina vicia, nem que fumar é um vício, e sim, uma compulsão. Os trechos abaixo foram extraídos do seu livro "Nicotine, the drug that never was". Para ele, o conceito foi criado e difundido apenas para ajudar as empresas a vender produtos de reposição de nicotina, como adesivos, chicletes, balas e outros, e ao mesmo tempo desacreditar as terapias que não usam produtos farmacológicos.

 

Para Holmes, adição e hábito compulsivo são coisas diferentes, embora ambos sejam difíceis de curar. Acredita que o fumante foi convencido de que ele é fisicamente adicto a uma droga chamada nicotina, de que fuma pela nicotina e de que a fissura é um sintoma de abstinência, ou seja, uma necessidade física, da nicotina.

 

Ele coloca que vários fumam para relaxar. E que o uso do cigarro como relaxante é contraditório com os efeitos atribuídos à nicotina.

 

Segundo ele, o cigarro em sí não proporciona prazer, mas está diretamente associado a coisas prazeirosas, como fazer uma pausa no trabalho, relaxar, socializar, sair para beber. A nicotina em si nada faz. Ele sugere como teste mascar chicletes de nicotina ou usar o adesivo, que, segundo ele, não causam o mesmo efeito.

 

Uma das "provas", para o autor, é que não existe "vício" de adesivos ou chicletes. As únicas pessoas que compram esses produtos são aquelas que estão tentando parar de fumar. Porque as pessoas não optam por essa forna limpa, "clínica" e supostamente mais segura para receber seu veneno habitual? As pessoas que gostam de drogas usam praticamente todo tipo delas, de xaropes a cola de sapateiro e tudo a que possam ter acesso. Porque ninguém compra nicotina? Porque não propoprcionam uma experiência de droga. Ninguém vicia em nicotina porque ela é apenas um veneno ao qual as pessoas se acostumam.

 

Holmes diz que se a nicotina fosse de fato uma droga, seria comum ouvir:

"Você parece entediado, experimente este excelente chiclete de nicotina. Alivia o tédio e também ocupa a boca."

"Você parece estressado, deixe-me colar um adesivo no seu braço. Isto vai acalmá-lo. Eu estou usando, por isso estou tão sereno."

 

"Quando as pessoas fumam não é possível identificar quanto da sensação é causada pela nicotina ou pela combinação da nicotina, monóxido de carbono e outras toxinas. O fumante normalmente menciona uma certa tontura, especialmente quando bebe ou após um certo período sem fumar. Parte desta sensação vem do monóxido de carbono que causa uma queda rápida nos níveis de oxigênio no cérebro. Isso faz do monóxido de carbono uma droga?" diz ele no livro.

 

"Se a nicotina é uma droga, então acúcar também é, assim com oxigênio. Qualquer substância que tem algum efeito que pode ser mensurado pode ser qualificada como droga", continua.

 

Para ele, os médicos normalmente tem 2 soluções para curar doenças: cirurgia ou drogas. No caso do tabagismo, como cirurgia não era uma opção, partiram para uma solução química. E resolveram procurar o agente aditivo responsável.

 

Holmes continua dizendo que eles não viram, ou talvez ignoraram desde o início, que tem muita coisa que as pessoas não conseguem parar uma vez que começam e que nada tem a ver com drogas: roer unhas, jogar, comer chocolate ou comprar compulsivamente.

 

Holmes diz que há anos os cientistas procuram uma droga no chocolate, convencidos de que deve haver um componente químico que causa consumo compulsivo de chocolates nos chocólatras. Não existe. Assim como não existe esse componente nas unhas. É o comportamento que é compulsivo. O produto ou objeto é irrelevante. Tabaco, chocolate ou amendoins salgados não são causadores de hábitos piores do que unhas. O cérebro cria os hábitos, e pode criá-lo tão facilmente sem um produto (roer unhas, cutucar coisas, torcer cachos de cabelo ou assoviar) como com um produto (tabaco, chocolate, caça níqueis).

 

O autor diz que a maioria dos fumantes fuma durante o dia todo. Isso não altera seu comportamento, ao contrário do álcool, por exemplo, que é consumido para mudar a forma como se sentem. Isso é consumo de drogas. Você pode fumar a qualquer hora que a sua vida continua a mesma (pelo menos enquanto você não tem um ataque cardíaco ou um derrame).

 

Os que fumam para relaxar, não percebem o efeito estimulante, nem se sentem estimulados. Na verdade, ele diz, os fumantes não sabem dizer qual é o efeito do cigarro. Um consenso entre fumantes é que tendem a fumar menos quando estão ocupados (porque atrapalha) e mais em momentos de repouso, o que facilita entender porque "fumam para relaxar" - porque estão relaxados neste momento. Ou seja, relaxam não por conta da nicotina, mas apesar dela.

 

Mas vamos a algumas perguntas de Holmes:

  1. Se a nicotina causa tanta dependência, porque as pessoas têm tanta facilidade para abandonar os adesivos ou chicletes de nicotina? Porque não encontramos tantas pessoas viciadas em patches ou pastilhas de nicotina?
  2. Algumas poucas pessoas transferem o vício para chicletes ou pastilhas, mas ninguém faz isto com adesivos. Porque? Porque fumar, chupar e mastigar são coisas para fazer, uma atividade nervosa que também pode se transformar num hábito, e é fácil substituir um pelo outro. Usar um adesivo não é uma atividade.
  3. A grande maioria dos fumantes não continua usando chicletes e pastilhas, e muitos voltam a fumar, apesar da conveniência que seria manter estes novos hábitos, se tudo o que se deseja é a nicotina. Afinal, pode-se mascar chicletes ou comer pastilhas em qualquer lugar.
  4. As poucas pessoas que conseguem parar transferindo seu hábito para os chicletes/pastilhas pastilhas de nicotina não são prova de que o tratamento deu certo. Sempre existiram fumantes que passaram a chupar balas ou comer chicletes comuns quando param - então isso nada tem a ver com os ingredientes dos produtos mas sim com uma atividade nervosa, como roer unhas. Apenas um novo hábito compulsivo, exatamente como fumar. A única diferença são as crenças atreladas aos hábitos.

 

Holmes acredita que o conceito de reposição de nicotina surgiu como uma oportunidade de negócio colossal que orientou uma explosão de interesse científico à partir dos anos 80. Que as experiências envolvendo nicotina não são feitas para beneficiar os fumantes, mas um investimento de negócios.

 

Holmes diz que o FDA, para aprovar os produtos, não testou nenhum deles, confiando exclusivamente nas experiências e ensaios clínicos realizados pelos fabricantes dos mesmos. O critério para aprovação dos produtos foi se eles atingiam os resultados esperados, quando comparados a placebos, em 28 dias, ignorando que a maioria dos fumantes voltaram depois de 1 ano.

 

Holmes é radicalmente contra a reposição de nicotina e critica a fortuna que o governo gasta usando o método como terapia para parar de fumar. Segundo o terapêuta as pessoas estão literalmente sendo envenenadas. E que o fato de que eles já se envenenavam com cigarros não é desculpa: pelo menos cigarros não tem rótulo de remédio.

 

Ele coloca que o FDA nunca se posicionará e nem mais ninguém o fará porque esse veneno agora rende bilhões, e ninguém está disposto a abrir mão disto.

 

página de Chris Holmes na WEB

Truth will out

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.