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tabagismo e nicotina - versão oficial

O que vem antes, o ovo ou a galinha?

 

Nesta definição sobre tabagismo, a dependência pela nicotina se dá porque ela libera a dopamina, e as diferenças na intensidade e na dependência dos indivíduos ao tabaco estariam relacionadas ao grau de liberação da dopamina. Teoricamente ela seria responsável por uma alteração no cérebro (maior nos adolescentes porque o cérebro ainda não está formado), responsável pela adição, que nunca abandonará o fumante mesmo se ele deixar de fumar.

 

nesta entrevista sobre dependência de drogas, o médico explica que indivíduos com baixo índice de dopamina no organismo são mais suscetíveis às drogas porque elas liberam a dopamina necessária. Olhando sob esta ótica, não é a nicotina que causa a alteração. Ela apenas supre uma deficiência existente. E esta deficiência existe em maior ou menos grau em cada indivíduo.

 

 

Mecanismo de ação da nicotina

 

A nicotina exerce sua ação farmacológica ligando-se a receptores colinérgicos nicotínicos (nAchR).

 

A administração crônica de nicotina leva ao aumento substancial do número e densidade de receptores nicotínicos, em comparação com os não fumantes.

 

No início há o que se chama de intolerância, que são os sintomas desagradáveis ao se fumar pela primeira vez:

tonturas, náuseas, vômitos, dor de cabeça e dísforia, e nos casos de hipersensibilidade, suores frios, palidez e diarréia.

 

Segue a fase de tolerância, que é dosedependente, sendo esta variável nos indivíduos, influindo inclusive fatores genéticos. Em outras palavras, a dose diária estabelecida para cada fumante depende de diversos fatores.

 

A nicotina atua no cérebro produzindo vários efeitos. É uma droga psico-estimulante. Ela libera dopamina e aumenta a produção de norepinefrina, possuindo assim propriedades euforizantes e ansiolíticas. Diferenças neste processo ocasionam graus diferentes de dependência e intensidade. Também influenciam características fisiológicas orgânicas, psicológicas, genéticas, comportamentais e outras menos ponderáveis.

 

A nicotina também inibe a enzima monoamino oxidase (MAO) A e B em humanos, responsável pela degradação da dopamina, consequentemente aumentando seus níveis.

 

A ativação da via dopaminérgica é responsável pelo efeito reforçador positivo, que inclui relaxamento, redução do estresse, aumento do estado de vigília, melhora da função cognitiva, modulação do humor e perda de peso. Isto porque a nicotina ativa a via de recompensa - circuito nervoso que regula o sentimento de prazer e euforia.

 

O processo de fumar é muito complexo e a peculiaridade singular, é que o tabagista manipula as alterações e manifestações neurocerebrais, regulando o nível de doses de nicotina solicitado pelo organismo, variando a profundidade, o tempo e o número de tragadas.

 

O efeito reforçador negativo refere-se aos sintomas de retirada da nicotina, que inclui nervosismo, irritabilidade, ansiedade, concentração e função cognitiva prejudicadas, além do ganho de peso devido ao aumento do apetite.

 

A nicotina está relacionada aos efeitos na modulação do humor. Ela pode atuar liberando beta endorfinas, responsáveis pela sensação relaxante logo após o ato de fumar.

 

Sua influência se dá também nos processos metabólicos, pois fumantes geralmente pesam 4 kg a menos que nãofumantes; alterações essas resultantes de um aumento da taxa metabólica concomitante a uma supressão do apetite.

 

Na tentativa de fixar o mínimo de cigarros que gerariam dependência chegou-se a um número de 4 cigarros por dia. De qualquer modo, é difícil estabelecer um parâmetro, pois há muitas variações individuais decorrentes de diversos fatores, inclusive genéticos. Estes últimos também estão correlacionados com a intensidade da dependência e com o tempo para a sua instalação.

 

Cerca de 90% dos adolescentes que começam a fumar dos 12 aos 13 anos, aos 19 anos já estão dependentes. A idade que se começa a fumar influência também no desenvolvimento mais intenso da dependência. A vulnerabilidade dos adolescentes teoricamente deriva da circunstância de que o cérebro ainda não está completamente desenvolvido. Também a interrupção do tabagismo apresenta maiores perturbações da função neurológica, com maior freqüência de depressão.

 

* Nicotina e tabagismo (PDF)

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.