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polêmica -"fumo passivo"
o primeiro estudo da OMS - 1998

O estudo da OMS analisou a relação de Fumaça Ambiental de Tabaco (FAT) e câncer de pulmão na Europa.

 

O propósito do estudo foi o de fornecer uma estimativa mais precisa do risco, descobrir as diferenças entre as diversas origens de Fumaça Ambiental de Tabaco e o efeito da exposição à Fumaça Ambiental de Tabaco nas diversas formas de câncer de pulmão.

 

O estudo foi conduzido em 12 centros de sete países europeus num período de sete anos. Foram 650 pacientes com câncer de pulmão e 1542 controles.

 

Pacientes com doenças relacionadas ao fumo foram excluídos do grupo de controle. Nenhum indivíduo dos grupos fumou mais que 400 cigarros durante toda a sua vida.

 

Três dos centros de estudo entrevistaram os familiares para confirmar que os indivíduos não eram fumantes.

 

O estudo não encontrou risco estatisticamente significativo para não fumantes que moravam ou trabalhavam com fumantes.

 

A única estatística significativa foi uma diminuição no risco de câncer de pulmão entre filhos de fumantes.

O estudo apresentou um Risco Relativo (RR) para exposição conjugal de 1.16, com Intervalo de Confiança (IC) de .93 - 1.44.

 

Para leigos, significa:

Exposição conjugal aumenta o risco de contrair câncer de pulmão em 16%

Onde haveriam 100 casos, encontrariam 116

 

MAS

 

Porque o Intervalo de Confiança inclui 1.0, o Risco Relativo de 1.16 não é estatisticamente significativo, pois o Risco Relativo pode ser qualquer número dentro do Índice de Confiança. O fato do Índice de Confiança incluir 1.0 significa que o número real pode ser aumento nenhum no risco ou mesmo indicar um efeito protetor, pois admite números abaixo de 1.0.

 

Por este motivo se diz que 1.16 não é estatisticamente significativo.

 

Um Risco Relativo menor que 2.0 normalmente não é considerado importante. O resultado pode ser devido a erro ou distorção.

Mas esta regra é rotineiramente ignorada entre ativistas anti-fumo.

 

O estudo não encontrou relação Dose/Resposta para exposição conjugal à Fumaça Ambiental de Tabaco.

 

O Risco Relativo para Fumaça Ambiental de Tabaco no trabalho foi de 1.17 com Índice de Confiaça de .94 - 1.45, (bem abaixo de 2.0 - 3.0) com mais um Índice de Confiança próximo a 1.0.

 

O Risco Relativo para exposição conjugal e de trabalho foi 1.14 com CI de .88 - 1.47

 

O Risco Relativo durante a infância foi de 0.78 com Índice de Confiança de .64 - .96. Isso indica um fator protetor. Crianças expostas a FAT em casa foram 22% menos inclinadas a ter câncer de pulmão, segundo esse estudo.

 

Note que esse foi o único resultado que não incluiu 1.0 no Índice de Confiança.

 

A OMS enterrou rapidamente o relatório.

 

E a imprensa o mostrou mencionou durante várias semanas. Em 8 de março de 1988, o jornal britânico The Telegraph noticiou:

"A maior organização da saúde se recusa a publicar um estudo que mostra que além não haver vínculo entre fumo passivo e câncer de pulmão indicar um possível efeito protetor."

 

Finalmente, a OMS soltou um comunicado de imprensa. Apesar do seu estudo não mostrar risco estatisticamente significativo de FAT, o título do seu comunicado dizia:

"Fumo Passivo Causa Câncer de Pulmão - Não deixe que eles te enganem."

 

No quarto parágrafo, eles admitiram os fatos:

"O estudo mostrou um risco estimado de 16% para câncer de pulmão entre cônjuges não fumantes. Para exposição no trabalho o aumento estimado do risco foi de 17%. No entanto, devido à pequena amostragem, nenhum aumento de foi estatisticamente significativo."

 

O comunicado não mencionou o único resultado significativo, o de que crianças criadas por fumantes tinham uma probabilidade 22% menor de ter câncer de pulmão.

 

A OMS tentou justificar os resultados pelo pequeno tamanho da amostragem.

 

No entanto, no Jornal do Instituto Nacional de Câncer, onde foram publicados os resultados, os pesquisadores dizem claramente:

"Um aspecto importante do nosso estudo em relação a estudos anteriores é seu tamanho, que nos permitiu obter estimativas de risco com boa precisão estatística."

 

Devemos notar que o efeito mais provável de uma amostragem maior não seria uma grande mudança no Risco Relativo, mas um índice de Confiança menor.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

Fonte: Dave Hitt

Primeiro estudo da OMS - 1998 (Resumo - link)

Primeiro estudo da OMS - 1998 (PDF - inglês)