defendemos o fumante, não o fumo: 
quer parar de fumar ou reduzir?
 

polêmica - estratégia X ética
porque será que resistem em tirar esta droga perigosa do mercado?

O mercado de aspirantes a ex-fumantes é grande. A matéria a seguir é de 2005, quando a Pfizer lançou o medicamento no Brasil.

 

Hoje sabe-se que o remédio tem efeitos colaterais perigosos, como tendência ao suicídio / comportamento agressivo além de aumentar em 72% os riscos cardíacos.

 

Em notas para a imprensa, porém, a Pfizer diz que as análises divulgadas reúnem número muito pequeno de eventos para sustentar qualquer conclusão sobre os riscos do medicamento...

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

a matéria original


 

Pfizer contra o cigarro

ISTO É DINHEIRO - edição 429 - 30/11/05 - Lílian Cunha

 

Laboratório estréia no segmento de remédios antitabagismo e espera vendas de US$ 10 milhões ao ano

 

O Brasil tem 30 milhões de fumantes. Desse total, 18 milhões afirmam que querem parar de fumar. E dentro desse último conjunto, só 100 mil buscam tratamento para largar o vício. Apesar disso, os laboratórios farmacêuticos estão descobrindo um mercado que acreditam ser promissor: o de medicamentos antitabagismo. “Cada fumante que quer parar faz entre 4 e 5 tentativas de deixar o tabaco. E 90% deles voltam a fumar”, diz o diretor de marketing da Pfizer do Brasil, Mariano Valiño. Tanta dificuldade abre possibilidades para quem está apostando no segmento.

 

A Pfizer quer, em dez anos, alcançar vendas de US$ 10 milhões com seu mais novo lançamento: o Champix, que bloqueia os receptores de nicotina no cérebro, diminuindo o gosto pelo cigarro. A soma é maior que os US$ 8,6 milhões movimentados atualmente pelas vendas totais de medicamentos contra o fumo. O custo do remédio, que será lançado nos EUA em 2006 e no ano seguinte no Brasil, ainda não foi definido. “Mas não será mais que o valor gasto pelos fumantes para manter o vício”, diz Jun Egut, diretor de novos negócios da Pfizer.

 

Se a desculpa para parar de fumar for falta de dinheiro, a brasileira Eurofarma já tem a resposta: lançou o genérico do Cloridrato de Bupropiona, equivalente ao Zyban, da GlaxoSmithKline. A caixa com 60 comprimidos de 150 mg custa R$ 168 ser for do remédio de marca e R$ 103 se for o genérico. Com três meses de lançamento, o anti-tabagismo da Eurofarma já vendeu 11,8 mil unidades. “É o segundo maior lançamento em vendas no mercado de genéricos deste ano”, diz Maria Muñoz, diretora de marketing corporativo do laboratório.

 

 

 

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