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polêmica - "fumo passivo"
não existe "fumo passivo"

A definição correta de fumar, quando o assunto é consumo de produtos derivados do tabaco, é "aspirar a fumaça pela boca, e expirar pela boca ou nariz". (Nesse link do Youtube tem um sujeito soltando fumaça pela orelha, mas não deve ser muito agradável...). Não fumamos cigarros pelo nariz, assim como não fumamos lareiras ou churrasqueiras: estamos expostos à fumaça que produzem. A coisa já começa errada por aí.

 

O glamour inicialmente relacionado ao fumo começou a virar pesadelo quando descobriram os males que causava à saúde. Mas nem alertas nem campanhas de saúde conseguiam fazer os fumantes abandonarem, em número significativo, o hábito de fumar. Os fumantes, surpreendentemente, mesmo sabendo dos males relacionados ao fumo, continuavam fumando.

A batalha parecia perdida.

 

Em 1992 a EPA, Environmental Protection Agency resolveu mudar a estratégia:

"Já que os fumantes não querem parar, apesar dos riscos que correm, vamos provar que a fumaça que eles produzem mata igualmente quem não fuma."

 

Como fazer?

 

Procurando estudos que examinam o nível de nicotina no sangue de não fumantes expostos à fumaça, estimando, assim, quantos cigarros teriam "fumado". Fácil...

 

Com esse número na mão, surgiriam novos fumantes (involuntários) correndo os mesmos riscos dos fumantes. Bacana né? Mas, detalhe desagradável: O trabalho foi ruim, criticado pelos vários erros cometidos e invalidado pelo juiz federal que o julgou...

(Relatório da Environmental Protection Agency 1992).

 

Mesmo assim, nos deparamos com sua suposta conclusão, divulgada mesmo antes do trabalho terminado e julgado, em sites e publicações sensacionalistas e ditas "sérias", indistintamente:

"A fumaça ambiental de tabaco MATA 3000 americanos por ano".

O conceito de estimar fumantes involuntários e igualar seu risco de vida ao dos fumantes com base nos cigarros que teriam fumado foi exportado para diversos países. Aqui no Brasil a estimativa é de 7000 por ano (apesar de termos menor número de habitantes e fumantes).

 

A afirmação, que deu origem ao termo "fumo passivo", é incorreta, oriunda de um trabalho errado.

Não fumante não fuma, nem passivamente.

Sofre exposição a fumaça de cigarros, mas isso não é fumar e não mata.

E a Nicotina (ou Cotinina) no sangue apontada nos estudos causa tontura, dor de cabeça e outros sintomas mas NÃO É FATAL nem a curto, nem a médio e nem a longo prazo.

 

 

Isso não quer dizer que a fumaça de tabaco não faz mal.

 

Fumaça de tabaco faz tão mal quanto a queima de combustíveis sólidos: madeira, carvão, esterco. Exposição à fumaça de 30 cigarros equivale a 1 hora na frente de uma lareira (ou de um forno a lenha de uma pizzaria, por exemplo).

 

Pessoas com problemas respiratórios devem evitar para não ter seus sintomas piorados. Ou pelo menos evitar o contato com queima destes produtos em ambientes muito fechados. Ou usar purificadores, como sugere a própria EPA.

 

Ambientes bem ventilados não oferecem riscos. E o ideal, se as lareiras ou fornos não puderem ser evitados, é que sejam isolados de alguma forma.

 

Nos lugares que sobraram (sua casa, hotéis, motéis e tabacarias), pela lógica dos órgãos de saúde, o fumante continuará a matar funcionários e principalmente a sua própria família. Vale então considerar que:

  • Há uma grande controvérsia sobre os efeitos da fumaça de cigarros nos não-fumantes. O maior estudo realizado até hoje (Enstrom & Kabat), tanto em quantidade de pessoas (118.000) quanto em período de coleta de dados (39 anos) exclui a relação com doenças cardíacas e indica uma relação muito pequena com câncer de pulmão. O estudo foi publicado, sob muito protesto, no British Medical Journal.
  • O caso das Fumantes Passivas Chinesas coloca grande névoa na credibilidade da OMS (Organização Mundial de Saúde).
  • Outro estudo interessante foi o primeiro realizado pela OMS sobre fumaça ambiental de tabaco e câncer de pulmão, que foi "enterrado" por não ter apresentado os resultados esperados. Este fracasso em tentar provar a relação entre FAT e câncer no pulmão/problemas cardíacos gerou toda a série de estudos da Indústria Antifumo.

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.