defendemos o fumante, não o fumo: 
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polêmica - estratégia X ética
patrocínio duvidoso?

  • A indústria tabagista insistiu por vários anos que o cigarro não fazia mal à saúde, prejudicando muitos consumidores.
  • Durante muito tempo (anos 60/70) uma grande indústria de alimentos fez uma campanha para substituir o leite materno por leite artificial, supostamente mais rico em nutrientes. Foram necessários anos para retomar a prática da amamentação.
  • Nos anos 50/60, muitas gestantes tomaram a Talidomida para evitar o incômodo das náuseas. Os efeitos nas crianças foram devastadores, sentidos numa geração inteira.
  • Apesar dos relatos sobre os efeitos colaterais extremamente perigosos da Vareniclina (Champix, Chantix), a Pfizer não retira o medicamento do mercado. Nem o FDA. E médicos continuam receitando a droga.
  • Recentemente (29/08/2011) pressionada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a ONG Aliança de Controle do Tabaco (ACTbr) revelou que é financiada pelos laboratórios de remédios antitabagistas Pfizer (Champix) e Johnson & Johnson (Nicorette). Em destaque neste documento (PDF)
  • O estudo "The effect of Sao Paulos smoke free legislation".(PDF pág 6 / 161) por Jaqueline Issa, revela que a profissional é consultora da Pfizer e principal investigadora para os ensaios clínicos com medicamentos para interrupção do tabagismo da Pfizer e Lilly.

 

As pesquisas ganham fôlego extra quando financiadas pelas indústrias. Há interesses em jogo mas cabe aos jornais de medicina, que as valida e publica, julgar seu conteúdo.

 

As indústrias mencionadas aqui têm históricos igualmente repreensíveis e vergonhosos. Mas não pode haver 2 pesos e 2 medidas na questão do financiamento de pesquisas.

 

O British Medical Journal (BMJ) publicou um importante trabalho que envolveu 39 anos de pesquisas (Enstrom e Kabat sobre os efeitos da fumaça ambiental de cigarros). O trabalho foi recusado por diários de medicina dos EUA porque foi financiado no último ano pela indústria tabagista, e o BMJ foi duramente criticado.

 

Atualmente, qualquer um que critique os excessos da Indústria Antitabagista é desacreditadp e acusado de ter algum tipo de vínculo com a indústria tabagista.

 

"Hoje nos EUA obter verbas para pesquisas com tabaco o implicam numa aceitação da premissa dos efeitos do fumo passivo, e em não apontar falhas e incertezas na ciência." - Geoffrey Kabat - Hyping Health Risks (no tema Macartismo na Ciência)

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.

 

Leia a resposta do editor do BMJ sobre as críticas que recebeu quando o artigo foi publicado