defendemos o fumante, não o fumo: 
quer parar de fumar ou reduzir?
 

quero parar de fumar ou diminuir

AVISO IMPORTANTE:

Se você veio atrás de informações dobre "fumo passivo", esqueça. Esta área do EuFumo é para você, fumante. Caso você encontre algo assim aqui, favor avisar para que possamos reparar o erro imediatamente!

 

Se quiser parar ou diminuir, você fará por você. Não pela sua tia, ou namorada, ou pelas criancinhas que supostamente está intoxicando, nem para livrar os males do mundo. Acredite: o fumo faz mal para quem fuma. Tabagismo é problema de fumante.

 

Muito cuidado também com a indústria antifumo que quer nos enfiar goela abaixo qualquer porcaria, não importa quais sejam os efeitos colaterais (afinal, você já está ferrado mesmo, não?). Muita gente de olho grande nos lucros dos fabricantes de produtos de tabaco entrou neste negócio altamente lucrativo. O número de fumantes do país é grande e um público alvo rentável para profissionais, empresas e produtos não confiáveis. Não existem soluções milagrosas.

 

Ao longo do movimento antitabagista, embora todos concordem que o tratamento ideal seja a terapia cognitiva comportamental associada a antidepressivos, quem assumiu o papel de nossos "salvadores" foram cardiologistas, pneumologistas, oncologistas e outros tantos profissionais sem nenhum preparo profissional para acompanhar o paciente que toma este tipo de medicação! Você consultaria um profissional destas áreas caso fosse viciado em cocaína? Eles não vivem dizendo que a adição de nicotina é pior?

 

Nós do EuFumo temos o compromisso de informar sobre as alternativas disponíveis para parar de fumar. Na medida do possível, e do nosso conhecimento, procuraremos mostrar os prós e contras das terapias para que você, caso opte por alguma, saiba exatamente o que está fazendo.

 

Deixar de fumar depende principalmente de você. Esse é o ponto de partida. Você deve encarar a escolha do método como auxílio e não solução.

 

Podemos dizer com certeza e conhecimento de causa que o principal motivo dos fracassos ou recaídas acontece quando o fumante resolve parar contra a sua vontade. Pressão da família, da sociedade, do trabalho, soluções farmacológicas - de nada adiantem se você não acha que chegou a hora.

 

Antes de optar, saiba que, embora não divulgado como deveria, terapias farmacológicas (reposição de nicotina e medicação) não são indicadas se você fuma menos de 10 cigarros por dia, se é gestante, adolescente ou se tem contra indicações-médicas*. Evite esta opção caso se encaixe neste grupo.

 

Os órgãos de saúde insistem: a nicotina é nociva à saúde. Adesivos e chicletes (apesar de serem veiculados inocentemente na mídia) não podem ser usados indiscriminadamente, e causam dependência.

 

As drogas disponíveis tem muitos efeitos colaterais - ultimamente a Vareniclina (Champix ou Chantix da Pfizer) está sendo acusada de causar suicídios ou comportamento extremamente agressivo. Além de aumentar, e muito, as chances de problemas cardíacos. Vai ter chiadeira da Pfizer mas mais dia, menos dia vão retirar a droga do mercado.

 

O Jornal A Folha de São Paulo produziu uma série a partir de um trabalho, Vícios Modernos, realizado por trainees em 2006. São vários artigos e entrevistas interessantes sobre os mecanismos da adição, e, alívio, sem os jargões insuportáveis que estamos acostumados a ler. Enfim um material de conteúdo adulto para quem quer saber mais sobre adição. Vale a pena conferir!

 

Esta seção, que gostaríamos de conduzir de forma colaborativa, tem como objetivo ajudar você a parar de fumar, ou, pelo menos, a reduzir.

 

* A eficácia das intervenções farmacológicas e psicossociais para o tratamento do tabagismo: revisão da literatura

 

Atenção: Os artigos do Eufumo não tem a intenção de fornecer recomendação médica, diagnóstico ou tratamento.